Policiais militares do 26º Batalhão apreenderam, neste domingo (16.11), 132 porções de entorpecentes, no município de Nova Mutum (241 km de Cuiabá). Em uma das abordagens, as equipes identificaram duas adolescentes, de 16 anos, acompanhadas de outros três homens presos por tráfico ilícito de drogas. Um quarto suspeito foi detido em um conjunto de kitnetes.
Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, os policiais militares receberam informações de que uma residência no bairro Industrial Norte, seria ponto de compra e venda de entorpecentes. O local era constantemente frequentado por usuários de entorpecentes e menores de idade.
Assim que as equipes chegaram no endereço repassado na denúncia, identificaram três homens, de 20, 32, 39 anos. Questionados sobre a presença de adolescentes, eles relataram que haviam duas meninas no interior do imóvel. Indagadas sobre o que estariam fazendo na casa, elas contaram que foram convidadas para consumir drogas e bebidas alcoólicas.
Em buscas pelo local, os policiais militares apreenderam 99 porções de substância cocaína e outros materiais utilizados para o preparo e embalo dos ilícitos. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Já no bairro Bela Vista, as equipes também receberam informações sobre a prática ilegal de tráfico ilícito de drogas, sob a responsabilidade de um integrante de uma facção criminosa, em um conjunto de kitnetes na região. Conforme a denúncia, moradores estariam sendo coagidos pelo suspeito.
Diante das informações, os militares se deslocaram até a casa e o localizaram sentado em um sofá, na área da residência. Ao perceber aproximação dos policiais, o homem dispensou cinco porções de substância análogas à maconha e tentou fugir pelo fundo, sendo detido em seguida.
No interior da casa, foram localizadas outras 28 porções do mesmo entorpecente, embaladas e etiquetadas com figurinhas com inscrições ligadas a uma facção criminosa. Aos policiais, o suspeito confessou que a droga seria destinada à cidade de Barra do Bugres. O homem e o material apreendido foram entregues à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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