Mato Grosso

Polícia Militar apreende 274 tabletes de supermaconha em Campo Verde; prejuízo às facções é de R$ 4,5 milhões

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A Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu, nesta terça-feira (21.1), 274 tabletes de skank (supermaconha) em duas ações distintas no município de Campo Verde. O prejuízo às facções criminosas pelas apreensões é de R$ 4,5 milhões.

Em uma das ações, os militares apreenderam dois veículos, prenderam um suspeito por tráfico e um comparsa identificado como Jhon Anderson Lima Silva, de 34 anos, morreu, após confronto com as equipes.

Participaram das ocorrências policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e equipes do 11º Comando Regional de Primavera do Leste.

Durante patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero de Combate às Facções Criminosas, equipes da Rotam que estavam em deslocamento para Cuiabá em um trecho da BR-070, flagraram dois homens, às margens da rodovia, em um veículo Duster e outro Strada, em atitude suspeita.

Os policiais militares logo identificaram que eles estariam realizando o tráfico de drogas. Durante abordagem, Jhon arrancou com veículo Strada em alta velocidade, dando início a uma perseguição policial.

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Na fuga, o suspeito disparou contra os policiais militares, que revidaram. No trajeto, Jhon perdeu o controle da direção e capotou veículo. Ele saiu do veículo e fez novos disparos contra a Polícia Militar, sendo alvejado em seguida. O indivíduo foi socorrido até uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Campo Verde, não resistiu e veio à óbito.

Com Jhon, as equipes apreenderam uma pistola. Já no veículo, ele transportava 30 tabletes de maconha. O comparsa, de 26 anos, foi abordado e detido ainda no local. O suspeito foi flagrado com 137 tabletes do mesmo entorpecente na Duster.

À PM, o homem não revelou a origem e destino dos entorpecentes. O suspeito, os veículos e o material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Drogas escondidas em rodas de caminhão

Em seguida, os policiais militares receberam informações de que havia o condutor de um caminhão transportando grande quantidade de entorpecentes, com destino ao município de Barra do Garças.

Após a denúncia, as equipes intensificaram o policiamento durante a Operação Tolerância Zero e identificaram um veículo com as mesmas características se aproximando da barreira montada pelas equipes.

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O motorista do caminhão passou a realizar manobras zigue-zague pela rodovia para furar o bloqueio, no entanto foi abordado e detido em seguida.

Questionado sobre a carga ilegal, o suspeito confessou aos policiais militares que estava carregando alguns tabletes de maconha acondicionados em quatro rodas do veículo de carga.

À PM, o indivíduo ainda ressaltou que foi contratado para levar a carga e que recebia o valor de R$ 5 mil. As equipes deslocaram o caminhão até uma borracharia nas proximidades da abordagem.

No local, os policiais militares apreenderam 107 tabletes de skank, entorpecente conhecido como supermaconha. O suspeito foi levado à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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