Mato Grosso

Polícia Militar frustra tentativa de roubo de gado e prende três homens em flagrante

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Policiais militares da 6ª Companhia Independente impediram um roubo de 17 novilhas, na manhã desta quarta-feira (19.11), e prenderam três homens em flagrante, na zona rural do município de Poconé (106 km de Cuiabá). Os militares apreenderam um caminhão, veículo Fiat Uno, um simulacro de arma de fogo, uma balaclava e uma faca.

Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, os policiais militares receberam informações sobre um roubo em andamento, em uma fazenda, na região da Estrada da Piraputanga. As equipes reforçaram o policiamento e localizaram os suspeitos em um caminhão boiadeiro, que realizava o transporte dos animais.

O condutor do veículo alegou ter sido contratado por outros dois homens para realizar o frete de algumas cabeças de gado. No local, ele se deparou com três suspeitos armados, momento em que percebeu se tratar de um roubo. Diante da situação, o motorista entrou em contato com um amigo, que acionou a Polícia Militar.

As equipes localizaram e identificaram um homem, de 70 anos, que denunciou ter sido rendido por quatro homens nesta madrugada. A vítima teve o rosto coberto e foi levada até a sede da fazenda, onde permaneceu trancada em um quarto e obrigada a ficar quieta, sob ameaças.

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Um dos suspeitos detidos confessou que as novilhas seriam adquiridas por um funcionário de um frigorífico da região, que teria indicado o motorista do caminhão. Já o comparsa relatou que não tinha conhecimento da situação, pois teria sido chamado para buscar um ar-condicionado na fazenda, alvo da ação criminosa.

Um dos proprietários da fazenda apontou que um dos integrantes da quadrilha seria o filho adotivo do seu irmão, já envolvido em outras ações criminosas. Outros dois suspeitos fugiram armados para região de mata e não foram localizados, até o momento. Os três envolvidos foram conduzidos à delegacia junto do material apreendido para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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