A Polícia Militar prendeu, na tarde desta terça-feira (29.7), dois homens e uma mulher suspeitos pelo homicídio de Natalina da Silva Mendes, de 46 anos, em Cáceres. Com os suspeitos, identificados como membros de uma facção criminosa, foram encontrados um revólver calibre 38, 50 munições e três porções de drogas.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu uma denúncia de que membros de uma facção criminosa estavam reunidos, em uma residência no bairro Vila Irene, planejando um homicídio contra integrantes de facções rivais.
Imediatamente, os policiais iniciaram diligências na região e, ao se aproximarem do local, escutaram sons de disparos de arma de fogo e flagraram dois homens fugindo em uma motocicleta a alta velocidade. No mesmo instante, um adolescente surgiu em desespero, afirmando que a dupla havia atirado contra sua mãe.
Os militares seguiram em buscas pelos suspeitos, que, ao avistarem a viatura, atiraram contra os policiais, que revidaram a ação e solicitaram apoio de outras equipes para conter a fuga dos criminosos.
Após perseguição, os suspeitos foram detidos. Com eles, foi apreendido um revólver calibre 38, contendo seis munições. Para a PM, os faccionados confirmaram que a residência do bairro Vila Irene era usada como ponto de encontro da facção criminosa e que havia outros materiais ilícitos no local.
Os policiais se deslocaram até o endereço indicado e encontraram uma mulher, que confirmou o relato dos suspeitos. No local, foram apreendidas mais 44 munições calibre 38, além de uma porção de maconha e duas porções de cocaína.
De volta ao local do homicídio, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até o endereço e confirmou o óbito de Natalina. Os militares também socorreram o adolescente, que havia sido atingido por um disparo e que foi encaminhado para o Hospital Municipal. Ele permanece sob cuidados médicos.
Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados à delegacia, com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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