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Polícia Militar realiza homenagem para conselheiros de segurança pública de todo o Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã deste sábado (30.8), uma solenidade em homenagem ao Dia Nacional do Conselheiro Comunitário de Segurança (Conseg).

O evento ocorreu no Quartel do Comando-Geral da PM e reuniu conselheiros de municípios pertencentes a todos os 15 Comandos Regionais da Polícia Militar em Mato Grosso.

A solenidade teve como objetivo comemorar o Dia Nacional do Conselheiro Comunitário de Segurança, que teve sua data estabelecida em 30 de agosto, a partir da sanção da Lei Federal 15.162/25, reconhecendo a importância dos conselheiros eleitos pela população para colaborar com as políticas de segurança pública.

O presidente da Confederação Nacional e também da Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Mato Grosso, Danillo Moraes, agradeceu a homenagem recebida e reforçou a importante parceria entre os conselhos e a Polícia Militar para a criação de medidas que priorizem a segurança dos cidadãos mato-grossenses.

“Essa luta começou aqui em Cuiabá, com conselheiros que não medem esforços nenhum para apoiar as forças de segurança, atuando para captar recursos e revertê-los para ações de segurança. O papel do Conseg é trabalhar em ações preventivas conjuntas para evitar que o crime aconteça. Nós somos parceiros, de mãos dadas avançando em prol da segurança pública”, enfatizou o conselheiro.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMMT (CPCDH), tenente-coronel Ludmilla Eickhoff, destacou que os conselheiros de segurança têm grande papel para a formação de estratégias de segurança comunitária e a ligação entre a Polícia Militar e a população de todos os municípios.

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“Essa data é um reconhecimento da importância de cada conselheiro que representa o elo fundamental dessa corrente, trazendo demandas, expectativas e a realidade das nossas comunidades para nossas decisões e ações. Vocês são protagonistas de uma prática democrática que aproxima a polícia e a população na busca de soluções conjuntas, promovendo a segurança, cidadania, confiança e pertencimento”, ressaltou a tenente-coronel.

A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, também esteve presente na solenidade e ressaltou o grande trabalho que a Polícia Militar tem realizado na defesa da segurança e parabenizou os presidentes dos Consegs pela data em que são homenageados.

“Os verdadeiros heróis estão aqui nesse auditório. São nossos policiais militares, homens e mulheres que diariamente arriscam a vida em defesa do próximo, garantindo segurança e esperança para todos nós. Esses heróis inspiram e são exemplos de coragem, disciplina e dedicação, que precisam ser mostrados aos nossos jovens, como verdadeiros paradigmas de cidadania e de vida digna. E aos conselheiros comunitários de segurança, que caminham lado a lado nessa parceria, parabéns pelo seu dia”, pontuou a promotora.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, expressou gratidão aos representantes dos Consegs presentes pela atuação conjunta com a PM. O coronel também destacou os avanços da corporação na segurança pública e a diminuição dos índices de criminalidade em todo o Estado.

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“Estamos observando uma redução da criminalidade. O Estado voltou a índices de dez anos atrás, mas nada disso seria possível sem a ajuda de vocês. Nós, que trabalhamos a vida inteira ligados aos Consegs, sabemos a importância do quanto vocês fazem a coisa acontecer. O Governo de Mato Grosso tem feito reformas e melhorias nas instalações. Hoje, não temos problemas com abastecimento e manutenções, mas há um tempo atrás, antes desse governo, a segurança pública estava defasada e estaria parada se não fossem os Consegs. A Polícia Militar faz 190 anos e os senhores fazem parte dessa construção e história”, explicou o comandante-geral.

O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), César Roveri, também discursou na solenidade e agradeceu a parceria dos conselheiros comunitários e a dedicação dos trabalhadores integrando todas as forças de segurança e rede de proteção em Mato Grosso.

“Ninguém faz nada sozinho, precisamos estar juntos e reunindo esforços para combater todo tipo de crime. Quero agradecer a todos os senhores por doarem o que têm de mais sagrado, que é o tempo, a força de trabalho de vocês para junto conosco fazermos a segurança pública desse Estado avançar cada vez mais”, finalizou o secretário.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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