Revistas realizadas no fim de semana, entre os dias 7 e 9 de março, em unidades do Sistema Penitenciário da capital e interior resultaram na remoção de aparelhos celulares, porções de entorpecentes e outros materiais ilícitos. Equipes da Polícia Penal também abateram um drone, sobrevoando a Penitenciária de Rondonópolis, e evitaram a entrada de um pacote com celulares, lixas e maconha.
Na Penitenciária Central do Estado, policiais penais apreenderam um celular durante revistas em celas do raio cinco. O preso identificado com o aparelho responderá a procedimento interno administrativo. Na tarde de sexta-feira, no retorno dos reeducandos que trabalham na fábrica anexa à PCE, policiais penais realizaram revista e um dos presos, ao perceber o procedimento, tentou descartar um mini celular, mas foi flagrado com o aparelho.
No Centro de Ressocialização de Várzea Grande, a equipe do Serviço de Operações Especializadas realizou revistas em nove celas e removeu 17 celulares e 14 carregadores. Na revista no sábado foram apreendidas 10 porções de entorpecentes.
O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, pontuou que o aprimoramento nos procedimentos de segurança estão surtindo efeito, como parte das medidas implantadas dentro do programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas.
“Com o empenho de nossos policiais penais nas ações de segurança dentro das unidades do Sistema Penitenciário, vamos alcançar o objetivo de zerar a entrada de materiais ilícitos”, destacou o gestor.
Unidades femininas
Na penitenciária Ana Maria do Couto, em Cuiabá, as policiais penais realizaram revistas no raio dois e localizaram materiais como cabos USB, carregadores e um fone de ouvido. Não foram encontrados celulares.
Na unidade de Nova Xavantina, a equipe de plantão realizou vistorias na ala dois e apreendeu dois aparelhos celulares, carregadores e três chips de telefonia.
Barra do Garças
Revista realizada na noite de sábado (8.3), na unidade penal masculina, as equipes da Polícia Penal apreenderam armas artesanais, três celulares, porções de fumo, balança artesanal e dezenas de trouxinhas de maconha.
Mata Grande
Na Penitenciária Major Eldo de Sá Correia, em Rondonópolis, na revista no Raio 3 da unidade, na tarde de sábado, os presos foram encaminhados à quadra esportiva e realizado um pente fino nas celas. Nas apreensões foram retirados materiais ilícitos, entre 44 porções de maconha, 13 aparelhos celulares, nove fones de ouvido e quatro carregadores.
“Operações são realizadas constantemente para que não haja a possibilidade de materiais ilícitos permanecerem com os presos. Todos os esforços dos policiais penais para vedar o acesso estão sendo feitos, para que não entre materiais através dos drones ou arremessos”, pontuou o diretor da unidade, Ailton Ferreira.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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