Agro News

Polímeros hidroretentores ganham espaço na cafeicultura como solução estratégica para manejo da água

Publicado

Instabilidade climática desafia o manejo hídrico na cafeicultura

A irregularidade das chuvas e os eventos climáticos extremos têm imposto novos desafios aos cafeicultores brasileiros. Nos últimos ciclos, períodos prolongados de veranico e ondas de calor afetaram diretamente o pegamento de mudas, o enchimento dos grãos e a uniformidade das lavouras, impactando o desempenho produtivo.

Em uma cultura perene e sensível ao déficit hídrico, o manejo eficiente da água no solo tornou-se uma prioridade estratégica. Mais do que depender apenas da irrigação, produtores têm buscado soluções complementares que aumentem a retenção de umidade e reduzam perdas por evaporação e percolação.

Polímeros hidroretentores se destacam como aliados no campo

Entre as tecnologias que vêm se consolidando no campo, os polímeros hidroretentores têm se mostrado uma ferramenta eficaz no armazenamento e liberação gradual de água no solo.

Esses produtos, quando incorporados ao sulco ou à cova de plantio, atuam como microreservatórios, capazes de absorver várias vezes o próprio peso em água e liberar a umidade conforme a necessidade das plantas.

Na prática, isso garante maior estabilidade da umidade na zona radicular, reduzindo variações bruscas que podem comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de café — especialmente em solos arenosos ou com baixa capacidade natural de retenção hídrica.

Leia mais:  Produção de hortaliças movimenta R$ 7,1 bilhões no Paraná em 2024, segundo Deral
Etapa de implantação é crítica para o sucesso da lavoura

Durante a fase de implantação da lavoura, o sistema radicular do cafeeiro ainda está em formação e, portanto, mais sensível à falta de água. Nessa etapa, até pequenos períodos de estiagem podem causar falhas no pegamento das mudas e aumentar os custos com replantio.

Com o uso dos polímeros, produtores relatam maior uniformidade no estabelecimento das plantas, além de melhor aproveitamento da água disponível.

Tecnologia adaptada às condições tropicais

Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o avanço dessa tecnologia no Brasil está diretamente ligado à adaptação às condições tropicais e ao desenvolvimento técnico nacional.

“A tecnologia já existia em outros países, mas aqui foi necessário ajustar protocolos de aplicação, testar em diferentes solos e validar seu desempenho nas condições brasileiras. A Hydroplan-EB teve papel pioneiro nesse processo de consolidação”, explica o executivo.

De Carvalho reforça que o objetivo não é substituir a irrigação ou outras práticas agronômicas, mas sim aumentar a eficiência do uso da água no sistema produtivo, reduzindo perdas e mantendo o vigor das plantas em momentos críticos.

Leia mais:  Pargo, peixe de alto interesse econômico, é classificado como em perigo de extinção em nova lista de espécies ameaçadas
Aplicação e recomendações técnicas

A dosagem e o método de aplicação dos polímeros variam conforme o tipo de solo, textura e sistema de produção. No geral, as recomendações mais comuns incluem:

  • Aplicação no sulco ou na cova de plantio;
  • Incorporação ao substrato na produção de mudas;
  • Uso em áreas com histórico de déficit hídrico recorrente.

Nos últimos anos, o tema vem sendo amplamente estudado por instituições de pesquisa, com novas publicações avaliando eficiência, doses ideais e desempenho agronômico em diferentes condições de campo.

Perspectivas para o futuro da cafeicultura

Com a crescente instabilidade climática, tecnologias que melhoram a retenção de água no solo tendem a ganhar espaço nas lavouras brasileiras.

Na cafeicultura, o uso de polímeros hidroretentores vem se consolidando como parte de uma estratégia integrada de manejo hídrico, garantindo maior resiliência produtiva e redução de riscos associados à escassez de água.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Publicado

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia mais:  Preço do tomate sobe após o Carnaval com oferta irregular e qualidade afetada pelas chuvas
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia mais:  Produção de hortaliças movimenta R$ 7,1 bilhões no Paraná em 2024, segundo Deral
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana