Mato Grosso

Politec já identificou nove vítimas de dois cemitérios clandestinos de Rondonópolis

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) identificou três das quatro vítimas encontradas este ano em cemitério clandestino da região da Gleba do Rio Vermelho, na Serra do Gavião, em Rondonópolis. Outras seis vítimas localizadas em outro cemitério clandestino, no bairro Villa Goulart, já foram identificadas.

Os localizados na região da Serra do Gavião e identificados tratam-se de Marcio Barboza Guimarães (encontrado no dia 11.2), Douglas da Mota Santos (localizado no dia 15.7) e Matheus Rodrigues Linhar Silva (encontrado no dia 23.7).

As vítimas foram identificadas por métodos diferentes, de acordo com o grau de decomposição dos corpos, sendo o primeiro por meio de confronto genético (DNA), o segundo pelas impressões digitais (papiloscopia) e o terceiro através da arcada dentária (odontologia legal).

No bairro Villa Goulart já foram identificados: Carla Bruna da Silva e Luiz Otávio de Souza, encontrados no dia 12.2, por meio da papiloscopia; Romário Batista dos Santos e Pollicarpo Pereira Alves (encontrados em 17.2); Bruno Henrique da Conceição Silva e Carlos Allessandro da Silva Cirilo (encontrados no dia 20.2), foram identificados pelo DNA. Cinco vítimas desta localidade permanecem sem identificação.

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Além da identificação, todas as vítimas passarão por perícia antropológica para a determinação do tempo e das causas das mortes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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