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Portaria do MPA redefine cotas de captura da albacora-bandolim em 2025

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A redistribuição das cotas foi realizada com base no art. 18 da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 41, de 3 de dezembro de 2025, e envolve as modalidades previstas na Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10, de 10 de junho de 2011. 

A medida tem como objetivo evitar a paralisação da pesca ao longo do ano, promovendo um equilíbrio entre eficiência produtiva e preservação ambiental, sem ultrapassar o limite global de captura estabelecido para a espécie. 

O remanejamento respeita integralmente o teto de captura definido no art. 2º da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 41/2025 e reafirma o compromisso do Brasil com as recomendações internacionais de conservação e ordenamento pesqueiro estabelecidas pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT). 

Novas cotas por modalidade 

Após a redistribuição, as seguintes cotas passam a ser consideradas para fins de monitoramento, controle e fiscalização: 

Espinhel horizontal de superfície (1.1 e 1.2): 2.524 toneladas 

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Cardume associado (1.17): 3.165 toneladas 

Cardume associado (1.18): 185 toneladas 

Espinhel de Itaipava e boiado (1.3 e 1.4): 340 toneladas 

Linha/vara com isca viva (1.13): 58 toneladas 

Cerco (4.3 e 4.6): 9 toneladas 

Cota reserva: 0 tonelada  

O ajuste na cota não altera os procedimentos já estabelecidos de monitoramento e controle, incluindo a divulgação de avisos de aproximação do limite e o encerramento da pesca por modalidade, quando necessário. 

O acompanhamento público da execução das cotas está disponível no Painel de Monitoramento da Pesca de Atuns 2025, no site oficial do MPA. 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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China se consolida como 3º maior exportador mundial de frango e amplia desafio para a avicultura brasileira

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China avança no mercado global de frango e reforça disputa com grandes exportadores

A China alcançou uma posição histórica no comércio internacional de proteína animal ao se tornar o terceiro maior exportador mundial de carne de frango em 2026. Dados da DATAGRO apontam que os embarques chineses cresceram expressivos 89,1% no primeiro trimestre do ano, consolidando o país asiático entre os principais fornecedores globais da proteína.

O avanço representa uma mudança relevante na dinâmica do mercado internacional de carnes, tradicionalmente liderado por grandes exportadores como Brasil e Estados Unidos. O desempenho chinês reflete uma estratégia de expansão produtiva, modernização industrial e fortalecimento da competitividade externa, fatores que vêm ampliando a presença do país em importantes mercados importadores.

Crescimento estrutural fortalece presença chinesa

Segundo análise da DATAGRO, o aumento das exportações não está ligado apenas a fatores conjunturais. O crescimento acelerado indica uma transformação estrutural da cadeia avícola chinesa, sustentada por investimentos em capacidade de processamento, eficiência logística e adequação aos requisitos sanitários internacionais.

A combinação desses fatores tem permitido à China ampliar sua participação no comércio global de carne de frango e conquistar espaço em destinos tradicionalmente abastecidos por outros grandes exportadores.

O resultado é uma nova configuração do mercado internacional, com maior concorrência e disputa por participação em regiões estratégicas.

Brasil enfrenta novo cenário competitivo

Para o Brasil, referência mundial em produção e exportação de carne de frango, a ascensão chinesa exige atenção. O gigante asiático possui vantagens logísticas importantes para atender mercados do Sudeste Asiático, Oriente Médio e África, regiões que também figuram entre os principais destinos da proteína brasileira.

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Além da proximidade geográfica com diversos importadores asiáticos, a China conta com uma cadeia produtiva de grande escala, elevada integração industrial e capacidade de ampliar rapidamente sua oferta exportável.

Esse cenário pode intensificar a concorrência por mercados e pressionar margens em operações internacionais, especialmente em países onde o fator preço é determinante na tomada de decisão dos compradores.

Competitividade de custos amplia pressão sobre o mercado

Outro fator que preocupa os concorrentes é a capacidade da indústria chinesa de operar com custos competitivos. A ampla escala produtiva, associada à integração vertical da cadeia e ao acesso estratégico a matérias-primas, contribui para a oferta de produtos com preços agressivos em mercados sensíveis ao custo.

A tendência é que a disputa comercial se torne mais intensa nos próximos anos, exigindo dos exportadores tradicionais maior eficiência operacional e estratégias voltadas à diferenciação de produtos.

Sanidade continua sendo fator decisivo

Apesar do forte crescimento, a continuidade da expansão chinesa dependerá da manutenção dos padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais.

Questões relacionadas à influenza aviária e outras enfermidades que afetam a avicultura seguem sendo pontos de atenção para o setor. Eventuais restrições sanitárias podem impactar diretamente o fluxo exportador e alterar o equilíbrio competitivo global.

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Por isso, especialistas destacam que a sustentabilidade do crescimento dependerá não apenas da capacidade produtiva, mas também da preservação da credibilidade sanitária perante os países importadores.

Avicultura brasileira mantém fundamentos sólidos

Mesmo diante do avanço chinês, a avicultura brasileira continua entre as mais competitivas do mundo. O setor é sustentado por uma cadeia eficiente de produção de grãos, tecnologia genética avançada, elevado padrão sanitário e grande capacidade de processamento industrial.

No mercado interno, o frango permanece como a proteína animal mais consumida pelos brasileiros, reforçando a importância estratégica da atividade para o agronegócio nacional.

Especialistas avaliam que a resposta do Brasil ao novo cenário deverá passar pela ampliação da diversificação de mercados, fortalecimento de acordos comerciais, agregação de valor aos produtos exportados e investimentos contínuos em eficiência e inovação.

Perspectivas

O avanço da China ao terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne de frango sinaliza uma nova fase para o comércio global de proteína animal. A reconfiguração do mercado exige monitoramento constante por parte da cadeia avícola brasileira, que deverá acompanhar de perto os movimentos do concorrente asiático e buscar estratégias para preservar sua liderança e competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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