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Portos do Paraná lideram exportações de frango e registram recorde histórico de movimentação em janeiro

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Paraná responde por quase 50% das exportações nacionais de frango

Os portos do Paraná começaram 2026 com desempenho histórico no comércio exterior. Em janeiro, o estado foi responsável por 47,6% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil, consolidando sua posição como o principal corredor de exportação do produto no mundo.

Segundo dados do Comex Stat, foram embarcadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada, totalizando US$ 365 milhões em valor FOB. Os principais destinos foram Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, mercados que seguem ampliando a demanda por proteína brasileira.

Em 2025, o Porto de Paranaguá exportou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, reforçando o papel estratégico da infraestrutura portuária paranaense no agronegócio brasileiro.

Infraestrutura e logística fortalecem competitividade

O Paraná é o maior produtor nacional de carne de frango, com 36 frigoríficos de abate e beneficiamento distribuídos pelo estado. De acordo com Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, a localização estratégica e a eficiência logística são diferenciais importantes.

“Nossa inteligência logística e posição geográfica favorecem o escoamento das cargas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos”, destacou Garcia.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) abriga o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas elétricas para manter a temperatura ideal de produtos perecíveis.

Segundo Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias, a infraestrutura moderna e a confiabilidade das operações tornam Paranaguá o porto preferido dos exportadores. “A alta capacidade de armazenagem e o calado operacional adequado garantem eficiência e segurança às exportações”, afirmou.

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Carne bovina também impulsiona exportações

Além do frango, a carne bovina movimentada pelos portos do Paraná também teve desempenho expressivo. Em janeiro, o estado respondeu por 27,7% das exportações nacionais do produto, com 122 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 690 milhões.

Os principais compradores foram China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, reforçando a diversificação dos destinos e a relevância da proteína brasileira no mercado global.

Somando frango e carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, o equivalente a 37,9% do volume nacional, com US$ 728 milhões em valor FOB.

Soja, açúcar e óleos vegetais batem recordes

Janeiro de 2026 foi o melhor mês da história dos portos paranaenses, com movimentação total de 5,28 milhões de toneladas, alta de 12,3% em relação a janeiro de 2025.

A soja em grão registrou crescimento de 98%, com 811,9 mil toneladas embarcadas, enquanto o milho teve alta de 12%, alcançando 387 mil toneladas.

O açúcar ensacado teve destaque especial, com avanço de 199%, totalizando 397 mil toneladas exportadas, após um ano anterior afetado pela quebra da safra de cana e pela elevada oferta internacional.

Paranaguá também manteve a liderança nas exportações de óleos vegetais, com aumento de 52% frente a 2025, ultrapassando 123,9 mil toneladas embarcadas.

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Importações seguem aquecidas com destaque para fertilizantes

Nas importações, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros produtos também apresentaram avanço expressivo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente — impulsionando o setor agroindustrial e o abastecimento interno.

Crescimento sustentado reforça liderança nacional

Em 2025, os portos do Paraná registraram o maior crescimento percentual entre todos os portos brasileiros, com aumento de 10,1% no volume total movimentado. O número saltou de 66,7 milhões de toneladas em 2024 para 73,5 milhões em 2025, considerando exportações e importações.

A produtividade também se refletiu na operação terrestre. O Pátio Público de Triagem de Paranaguá bateu recorde ao receber 507.915 caminhões em 2025, crescimento de 29,5% frente ao ano anterior. O espaço, com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é essencial para a organização e triagem de granéis sólidos vegetais.

Paranaguá consolida posição de destaque no comércio exterior

Com resultados expressivos em diferentes segmentos, os portos do Paraná reforçam sua importância estratégica para o agronegócio e o comércio exterior brasileiro. A combinação de infraestrutura moderna, eficiência operacional e gestão integrada garante competitividade ao estado e consolida Paranaguá como o principal hub logístico de exportação de proteínas e grãos do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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