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Prazo para participação nas entrevistas do Seguro-Defeso termina em 30 de junho

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa aos pescadores artesanais, requerentes do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, conhecido como Seguro-Defeso, que o prazo para participação nas entrevistas presenciais relacionadas à coleta complementar de informações ao benefício encerra-se em 30 de junho de 2026. As entrevistas são importantes para a habilitação ao benefício. A ação ocorre em 132 municípios do Pará, Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí, estados que concentram o maior número de pescadores.

A coleta complementar de informações constitui uma etapa do processo de análise do benefício e tem por finalidade confirmar a elegibilidade do requerente e a veracidade das informações prestadas no momento da solicitação. O atendimento é realizado presencialmente por agentes capacitados, que aplicam entrevistas e questionários, além de prestarem orientações sobre o benefício.

Os pescadores artesanais convocados para essa etapa devem comparecer ao local indicado dentro do prazo estabelecido. Nos termos da regulamentação vigente, a ausência na coleta complementar de informações poderá resultar na suspensão da análise e na não habilitação ao benefício.

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As localidades e os horários de atendimento estão disponíveis neste link.

O MTE orienta os pescadores artesanais que receberam, no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, a notificação “Aguardando fase presencial obrigatória e/ou confirmação do pescador na CTPS/Portal” e que ainda não participaram da entrevista a procurarem os pontos de atendimento o quanto antes, observando o prazo final de 30 de junho de 2026.

Mais de 666 mil atendimentos realizados

Entre 24 de novembro de 2025 e 13 de junho de 2026, foram realizados 666.730 atendimentos a pescadores artesanais nos cinco estados contemplados pela ação.

• Pará: 264.455 atendimentos realizados, correspondentes a 99,9% dos 264.455 requerimentos registrados nos 22 municípios atendidos, com atuação presencial de 137 agentes.
• Maranhão: 148.687 atendimentos realizados, equivalentes a 90,3% dos 164.681 requerimentos registrados nos 26 municípios atendidos, com atuação presencial de 128 agentes.
• Bahia: 111.194 atendimentos realizados, correspondentes a 100,6% dos 110.534 requerimentos registrados nos 35 municípios atendidos, com atuação presencial de 98 agentes.
• Amazonas: 98.367 atendimentos realizados, equivalentes a 107,0% dos 91.918 requerimentos registrados nos 33 municípios atendidos, com atuação presencial de 96 agentes.
• Piauí: 44.309 atendimentos realizados, correspondentes a 104,4% dos 42.433 requerimentos registrados nos 16 municípios atendidos, com atuação presencial de 30 agentes.

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A iniciativa é executada pelo MTE em parceria com a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), com o objetivo de fortalecer os mecanismos de verificação da elegibilidade ao benefício e garantir maior segurança na concessão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal.

ASCOM

Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportação de suco cresce 9,6% e receita atinge R$ 2,46 bilhões

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram 9,6% entre julho e setembro, primeiro trimestre da safra 2026/27, e alcançaram 203,2 mil toneladas. A recuperação dos embarques, porém, veio acompanhada de queda de 34,4% na receita, que ficou no equivalente a R$ 2,46 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

O contraste entre volume e faturamento mostra que o setor vendeu mais produto, mas recebeu menos por tonelada exportada. Cálculo feito a partir dos números divulgados indica redução de aproximadamente 40% no valor médio dos embarques: de cerca de R$ 20,2 mil para R$ 12,1 mil por tonelada equivalente, utilizando a mesma taxa de conversão nos dois períodos.

Esse indicador corresponde à receita média obtida com a exportação de suco, e não ao preço pago pela caixa de laranja ao produtor. Ainda assim, ajuda a dimensionar o ambiente comercial em que a indústria negocia a matéria-prima e escoa sua produção.

Apesar da alta sobre o primeiro trimestre da safra 2025/26, o volume embarcado permanece 14% abaixo da média de 237 mil toneladas registrada nos mesmos meses das últimas cinco safras. O diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, avalia que a retomada é positiva, mas ressalta essa distância em relação ao histórico recente.

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Os volumes são expressos em equivalente de suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla inglesa FCOJ, a 66 graus Brix. Essa padronização permite comparar embarques de sucos com diferentes concentrações.

Estados Unidos e Canadá, considerados em conjunto no levantamento, foram o principal destino, com 96 mil toneladas e receita equivalente a R$ 1,14 bilhão. As compras cresceram 6,4% em volume, enquanto o faturamento recuou 32,7% em relação ao mesmo trimestre da temporada anterior. Os dois países responderam por 47,2% dos embarques por Santos.

A Europa recebeu 91,8 mil toneladas, com receita equivalente a R$ 1,12 bilhão. O volume aumentou 4,8%, mas o faturamento caiu 39,7%. Com participação de 45,2%, o mercado europeu e o grupo formado por Estados Unidos e Canadá concentraram 92,4% das exportações acompanhadas pela entidade.

A mesma diferença entre quantidade vendida e receita apareceu nos mercados asiáticos. A China comprou 7,3 mil toneladas, alta de 111,5%, mas o faturamento diminuiu 4,7%, para o equivalente a R$ 90,36 milhões. O Japão recebeu 2,7 mil toneladas, avanço de 66,9%, com receita de R$ 36,65 milhões, queda de 22,5%.

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Os demais destinos, reunidos na categoria “outros mercados”, tiveram desempenho diferente: as compras cresceram 104,9%, para 5,3 mil toneladas, e a receita aumentou 28,2%, para R$ 74,30 milhões. A participação desse grupo, contudo, foi de apenas 2,6% do volume total.

Para o citricultor, a recuperação dos embarques representa uma melhora no escoamento do suco. A redução da receita média, contudo, limita o sinal positivo que o aumento das vendas externas poderia transmitir às negociações da laranja destinada ao processamento.

Em análise publicada em setembro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), já apontava que a demanda externa enfraquecida e as dificuldades de escoamento mantinham pressionados os valores da fruta para a indústria. A avaliação abrangia tanto as compras sem contrato de longo prazo quanto as renegociações contratuais.

O balanço do trimestre registra, portanto, uma recuperação parcial: mais suco embarcado, mas ainda abaixo da média recente e com menor receita por tonelada. Para a cadeia citrícola, o avanço das quantidades precisará ser acompanhado de melhora no valor das vendas para ampliar seus efeitos sobre a remuneração da produção.

Fonte: Pensar Agro

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