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Preço da arroba do boi gordo no Mato Grosso sobe 35,66% em 12 meses com demanda externa aquecida

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Arroba do boi gordo registra forte valorização anual

O Mato Grosso apresentou uma valorização de 35,66% na arroba do boi gordo em setembro de 2025, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). A cotação a prazo ficou em R$ 299,92/@, ante R$ 221,09/@ no mesmo período do ano anterior.

O IMEA destaca que esse aumento reflete o fortalecimento do mercado bovino estadual, impulsionado pelo ritmo das exportações brasileiras de carne. Em 2024, a alta nos preços já vinha sendo motivada pela menor oferta de animais prontos para o abate.

Mato Grosso bate recorde histórico nas exportações

Em setembro de 2025, o estado registrou recorde no volume exportado de carne bovina, enviando 98,98 mil toneladas em equivalente de carcaça (TEC) — o maior volume já registrado pelo estado, com crescimento de 10,37% em relação a agosto.

No comparativo anual, as exportações mato-grossenses aumentaram 48,07% frente a setembro de 2024. Um destaque foi a maior participação do Chile, que superou os EUA e respondeu por 4,66% das exportações totais de carne bovina de MT em 2025, segundo o IMEA.

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Apesar da menor demanda americana, a expectativa é que Mato Grosso mantenha o ritmo exportador, com a demanda internacional mais aquecida no final do ano, reforçando perspectivas de novos recordes de volume exportado.

Influência da composição do abate e lateralização de preços

O IMEA aponta que a lateralização das cotações em setembro/25 ocorreu devido ao aumento da participação de fêmeas nos abates, que foi de 44,03%, 6,81 pontos percentuais maior que em 2024. A demanda externa aquecida ajudou a sustentar os preços, mas a disponibilidade de fêmeas será determinante para o ritmo de valorização no longo prazo.

Leve queda semanal no boi gordo e no mercado de bezerros

Na última semana, as cotações do boi gordo tiveram queda de 0,12%, ficando em R$ 292,92/@, influenciadas por escalas alongadas e demanda ainda aquecida.

O boi magro de 12@ também registrou recuo de 0,70%, com preço médio de R$ 341,71/@. Já o bezerro de 7@ caiu 1,88%, sendo cotado em média a R$ 13,00/kg, acompanhando a leve desvalorização do boi gordo no estado.

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Perspectivas de preços para o setor

O IMEA ressalta que, a longo prazo, a expectativa é de novos ganhos para a arroba bovina, desde que a disponibilidade de fêmeas continue adequada para atender à demanda de abates e exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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