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Preço da ureia despenca e volta aos níveis pré-guerra no Oriente Médio, mas mercado de fertilizantes segue desigual

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O mercado global de fertilizantes registrou uma forte correção nos preços da ureia, que voltaram a patamares observados antes do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. A queda reflete uma mudança na percepção de risco por parte dos agentes internacionais, que passaram a considerar menos provável uma ruptura prolongada na oferta global de insumos.

O movimento ocorreu mesmo antes da normalização completa do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de energia e fertilizantes.

Mercado reduz temor geopolítico e pressiona cotações da ureia

A recente desvalorização da ureia está diretamente relacionada à percepção de que o pico do choque de oferta provocado pela guerra já ficou para trás. Com isso, operadores do mercado passaram a reduzir posições de risco e ampliaram o movimento de venda no curto prazo.

De acordo com dados da consultoria Argus, o preço de referência da ureia no Oriente Médio recuou cerca de 50% nas últimas semanas. O produto, que havia atingido o pico de US$ 918 por tonelada em abril, voltou para níveis próximos de US$ 475 por tonelada.

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O recuo devolve as cotações ao patamar anterior ao conflito, mesmo com ainda existindo restrições pontuais no fluxo comercial marítimo na região.

Ureia volta ao centro do mercado global de fertilizantes

A forte oscilação da ureia tem impacto direto no agronegócio mundial, já que o fertilizante é o principal insumo nitrogenado utilizado na agricultura global.

Estima-se que cerca de metade da produção mundial de alimentos dependa do uso de fertilizantes sintéticos à base de nitrogênio, sendo a ureia o produto mais utilizado dentro dessa categoria.

Por isso, qualquer variação expressiva em seu preço tende a influenciar diretamente os custos de produção agrícola em diversos países, incluindo grandes produtores como Brasil, Estados Unidos e Índia.

Fosfatados seguem pressionados por oferta limitada

Apesar da forte queda na ureia, o mercado de fertilizantes não apresenta um movimento uniforme. Os fertilizantes fosfatados seguem enfrentando um cenário de oferta restrita, sustentado principalmente pela alta do enxofre, uma das principais matérias-primas utilizadas na sua fabricação.

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Esse desequilíbrio mantém parte do mercado ainda pressionado, com custos elevados em determinados segmentos, mesmo diante da recente queda dos nitrogenados.

Estreito de Ormuz continua no radar do mercado

Mesmo com a redução das tensões imediatas, o mercado global de fertilizantes segue atento à situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente ao fluxo de navios no Estreito de Ormuz.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional de energia e insumos agrícolas, e qualquer interrupção logística pode rapidamente alterar o equilíbrio de oferta e demanda no mercado global.

Com a recente volatilidade, analistas destacam que o comportamento dos preços nos próximos meses dependerá tanto da estabilidade geopolítica quanto da normalização completa das rotas comerciais internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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