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Preço do etanol sobe com redução da oferta após chuvas em São Paulo, aponta Cepea

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As recentes chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado de São Paulo provocaram interrupções temporárias na moagem e reduziram a oferta de etanol no mercado. Com menor disponibilidade do biocombustível, os preços apresentaram leve valorização na última semana, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado seguiu marcado por uma postura mais firme dos vendedores, que limitaram a participação nas negociações spot e realizaram vendas principalmente quando havia necessidade imediata de geração de caixa. Esse comportamento contribuiu para sustentar os preços tanto do etanol hidratado quanto do anidro.

Distribuidoras ampliam compras e impulsionam negócios

Do lado da demanda, as distribuidoras aumentaram a presença no mercado durante a semana passada, elevando o volume de negócios em comparação ao período anterior. O movimento foi observado tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro, favorecendo a liquidez do mercado paulista.

Os dados do Cepea mostram que o volume negociado de etanol anidro no mercado spot das usinas de São Paulo mais do que dobrou na comparação semanal. Já para o etanol hidratado, o crescimento das negociações alcançou 81,5% no mesmo período.

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Expectativa de safra volumosa limita altas mais intensas

Apesar da recuperação dos preços e do aumento das negociações, os agentes do setor continuam atentos às perspectivas para a safra 2026/27. A expectativa predominante é de ampla oferta de etanol ao longo do ciclo, fator que tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização no mercado.

Analistas destacam que, embora eventos climáticos possam gerar oscilações pontuais na disponibilidade do produto, o cenário estrutural segue indicando produção robusta, especialmente nas regiões de maior concentração sucroenergética do país.

Mercado acompanha clima e ritmo da moagem

Nos próximos meses, o comportamento das chuvas e o ritmo de processamento da cana serão determinantes para a formação dos preços. Caso ocorram novas interrupções na colheita e na moagem, a oferta poderá continuar pressionada no curto prazo, sustentando as cotações do etanol.

Por outro lado, com a normalização das operações e o avanço da safra, a tendência é de maior disponibilidade do biocombustível, reforçando a expectativa de abastecimento confortável para o mercado brasileiro ao longo da temporada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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