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Preço do frango interrompe queda no final de março com impacto do frete e petróleo

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Queda nos preços de frango é freada no final de março

O movimento de queda nos preços da carne de frango, observado desde o início de 2026, foi interrompido nos últimos dias de março. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontam que a reversão foi principalmente consequência do aumento dos custos de frete, pressionados pelo cenário internacional de alta do petróleo.

O conflito no Oriente Médio tem provocado forte valorização do barril de petróleo, elevando diretamente o preço do diesel no Brasil. Com fretes mais caros, a indústria de frango de corte vem repassando parte desses custos para os preços finais da carne.

Reação nos preços em diferentes produtos

De acordo com levantamento do Cepea, quase todos os produtos acompanhados pelo centro de pesquisas registraram forte valorização entre 24 e 31 de março:

  • Frango congelado atacado em São Paulo: após uma desvalorização de 6,2% até 19 de março, encerrou o mês com pequena queda de 0,3%;
  • Frango inteiro congelado na Grande São Paulo: acumulou queda de 9,4% entre janeiro e março, refletindo o cenário baixista do primeiro trimestre.
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O comportamento destaca que, mesmo com a alta recente, o mercado ainda sente o impacto do descompasso entre oferta e demanda interna que marcou o início do ano.

Fatores que sustentam preços no curto prazo

O levantamento reforça que a alta do diesel e, consequentemente, dos fretes tem sido o principal motor de ajustes nos preços. Essa dinâmica mostra que o mercado de frango de corte brasileiro permanece sensível a fatores externos, como preços internacionais do petróleo, e internos, como a relação entre oferta e demanda.

Analistas indicam que, apesar da reação positiva no final de março, o cenário do primeiro trimestre ainda reflete pressão sobre os preços, e o setor deve acompanhar de perto custos logísticos e evolução da demanda interna nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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