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Preços da carne suína recuam no curto prazo com cautela do mercado interno

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A semana registrou preços estáveis a ligeiramente mais fracos tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os agentes do setor seguem atentos à evolução da demanda no varejo e à reposição entre atacado e pontos de venda.

O especialista destaca que a entrada de salários e maior disponibilidade de renda das famílias pode impulsionar as vendas no curto prazo, mas ainda não há sinais consistentes de recuperação nos preços, fazendo com que a indústria negocie o suíno vivo com cautela.

Exportações mantêm efeito positivo sobre o mercado

Apesar da pressão sobre os preços internos, a exportação brasileira de carne suína segue em ritmo acelerado, contribuindo para reduzir a disponibilidade de produto no mercado doméstico e sustentando parte da demanda do setor.

Em setembro, as exportações de carne suína “in natura” totalizaram US$ 346,1 milhões em 22 dias úteis, com média diária de US$ 15,7 milhões. A quantidade total exportada foi de 134,1 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas e preço médio de US$ 2.581,6 por tonelada. Em relação a setembro de 2024, houve alta de 28,6% no valor médio diário, 24,5% na quantidade média diária e 3,3% no preço médio.

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Preços do suíno vivo e cortes apresentam leve retração

De acordo com levantamento de Safras & Mercado, o preço médio do quilo do suíno vivo registrou leve queda, passando de R$ 7,94 para R$ 7,91 na semana. Nos cortes de atacado, o pernil ficou em R$ 13,40, enquanto a carcaça caiu de R$ 12,51 para R$ 12,49.

No estado de São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 167,00 para R$ 166,00. Em outras regiões:

  • Rio Grande do Sul: quilo vivo manteve-se em R$ 6,75 na integração e caiu de R$ 8,45 para R$ 8,40 no interior;
  • Santa Catarina: quilo vivo estável em R$ 6,70 na integração e R$ 8,40 no interior;
  • Paraná: quilo vivo estável em R$ 8,50 no mercado livre e R$ 6,90 na integração;
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande recuou de R$ 8,10 para R$ 8,05, integração em R$ 6,70;
  • Goiás: preço estável em R$ 8,00;
  • Minas Gerais: interior manteve R$ 8,30, mercado independente caiu de R$ 8,60 para R$ 8,50;
  • Mato Grosso: Rondonópolis recuou de R$ 8,20 para R$ 8,00, integração em R$ 7,20.
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Cautela do setor permanece

O recuo dos preços reflete uma combinação de fatores, incluindo demanda interna ainda tímida, entrada gradual de renda das famílias e ritmo acelerado das exportações, que reduz a oferta interna. O cenário exige atenção dos pecuaristas e indústria para equilibrar produção, vendas e preços, mantendo a competitividade do setor suinícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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