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Preços do Feijão Caem com Baixo Interesse de Compra e Estoques Elevados

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O mercado interno de feijão apresenta liquidez reduzida, refletindo diretamente na queda dos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, o feijão carioca tem sofrido pressão devido ao baixo interesse de compra, mesmo com lotes apresentando boa coloração. O problema está relacionado à presença de impurezas, matérias estranhas e níveis de umidade insatisfatórios.

Produtores seguram estoques de grãos “extras”

Produtores que possuem feijão classificado como “extra” optam por manter os volumes armazenados, aguardando melhores condições de mercado. A estratégia contribui para a oferta limitada no curto prazo, mantendo o ritmo de negociações mais lento.

Feijão preto sofre com maior disponibilidade industrial

Para o feijão preto, a baixa nos preços é impulsionada pela maior disponibilidade de estoques nas indústrias. Durante o período de entressafra, muitos produtores negociam apenas por necessidade financeira ou para liberar espaço nos armazéns.

Semeadura da primeira safra avança lentamente

De acordo com a Conab, até 18 de outubro, a semeadura da primeira safra brasileira de feijão alcançou 22,6% da área estimada. Do total das lavouras:

  • 14,6% estão em estado de emergência;
  • 64,8% em desenvolvimento vegetativo;
  • 7,6% em floração;
  • 7,1% em enchimento de grãos;
  • 5,9% em maturação.
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Perspectivas para o mercado

A combinação de estoques industriais elevados e baixa demanda de compra mantém os preços pressionados. A tendência é que a movimentação de mercado continue restrita enquanto os produtores aguardam melhores condições comerciais e climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de AgTechs no Brasil entra em fase de maturidade com maior seletividade e foco em eficiência no campo

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O mercado de AgTechs no Brasil vive uma nova fase em 2025, marcada pela redução no volume de investimentos e por uma postura mais seletiva dos investidores. O foco agora está em tecnologias com aplicação prática no campo e capacidade comprovada de geração de valor ao longo da cadeia do agronegócio.

Segundo levantamento do Itaú BBA, os aportes no setor somaram cerca de R$ 562 milhões distribuídos em 26 rodadas ao longo do ano. O movimento representa uma retração em relação a 2024, com queda estimada em aproximadamente 50% no volume investido e 48% no número de operações, refletindo um ambiente macroeconômico mais restritivo e maior aversão ao risco.

Setor entra em fase de maturidade e seleção mais rigorosa

A desaceleração não indica enfraquecimento do setor, mas sim uma transição de ciclo. O ecossistema de AgTechs passa a privilegiar modelos de negócio mais sólidos, escaláveis e com maior eficiência operacional.

Os investimentos têm se concentrado em soluções ligadas à automação, análise de dados e plataformas digitais, reforçando a busca por previsibilidade e ganho de produtividade no campo. Ao mesmo tempo, observa-se maior participação de fundos de venture capital, indicando maior sofisticação na alocação de recursos.

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De acordo com o Itaú BBA, o momento marca uma mudança estrutural no perfil dos aportes. “O que vemos é uma mudança de fase, com investidores mais criteriosos e foco em empresas com maior capacidade de gerar valor. O agro segue como um dos principais vetores de inovação no país”, afirma Matheus Borella, líder em Estratégia e Inovação no Agronegócio da instituição.

Tecnologia avança em toda a cadeia do agro

A análise por segmentos mostra que os investimentos seguem distribuídos ao longo de toda a cadeia produtiva, com destaque para soluções antes, dentro e depois da porteira.

No segmento Antes da Porteira, que envolve insumos e serviços anteriores ao plantio, houve maior concentração em startups que utilizam nano e biotecnologia. O objetivo é ampliar a eficiência dos insumos e reduzir o uso de recursos, aumentando a produtividade das lavouras.

No segmento Dentro da Porteira, ligado à produção agrícola, os investimentos se concentraram em tecnologias de telemetria, automação e agricultura de precisão. O uso de sensores, geolocalização e sistemas de monitoramento em tempo real tem permitido decisões mais assertivas e maior eficiência operacional nas propriedades.

Já o segmento Depois da Porteira, voltado à comercialização e logística, recebeu aportes em plataformas digitais de negociação e soluções de beneficiamento. A maior disponibilidade de dados padronizados e auditáveis tem permitido maior precisão na formação de preços, redução de assimetrias de informação e melhor previsibilidade nas entregas.

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Agronegócio impulsiona inovação mesmo em cenário restritivo

Mesmo com o cenário mais seletivo de investimentos, o setor de AgTechs mantém relevância estratégica dentro do agronegócio brasileiro. Eventos do setor, como feiras e encontros tecnológicos, já refletem essa tendência, com aumento da presença de soluções voltadas à eficiência operacional e ao uso intensivo de dados.

O movimento reforça o papel do agro como um dos principais motores de inovação do país, sustentado pela demanda crescente por produtividade, eficiência e digitalização das operações no campo.

Perspectivas

A expectativa é de continuidade desse processo de amadurecimento do ecossistema de AgTechs no Brasil. Com investidores mais criteriosos e foco em soluções de impacto direto na produção, o setor tende a avançar de forma mais sustentável, priorizando eficiência e geração de valor em toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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