Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá atende 25 animais caninos da Ong Anjo de 4 Patas

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O programa VacinAção polivalente, lançado há cerca de 20 dias pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria-Adjunta de Bem-Estar Animal, já vacinou mais de 85 animais. Do total, 50 pertencem a ONGs e os demais a munícipes de baixa renda. Nesta quinta-feira (05), foram 25 cães, a maioria na fase adulta, pertencentes à ONG Anjo de 4 Patas. O programa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação de cães e gatos, fortalecendo a saúde animal e contribuindo diretamente para a saúde pública. Além das ONGs (Organizações Não Governamentais), a vacinação está acessível gratuitamente a protetores independentes e munícipes que atendem aos critérios de baixa renda. A solicitação segue um passo a passo com o preenchimento de formulário.

Para a proprietária da ONG e tutora dos 143 cães e gatos que estão na Anjo de 4 Patas, Josenilda Avelino da Silva, ou simplesmente Rany Avelino, a iniciativa promovida pela administração municipal é muito importante, tendo em vista que o custo é alto para manter em dia as vacinas dos animais de que cuida. “Sem dúvidas, facilita e muito nos cuidados e ainda, vindo na ONG, é outro diferencial, porque é difícil ter que levá-los. Vejo que o trabalho está acontecendo. Foram pelo menos 6 anos invisíveis e agora estamos sendo vistos e valorizados pelo trabalho que realizamos pela causa animal”, declarou.

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Os animais sob sua custódia são vítimas de maus-tratos, de abandono, de desova de filhotes e oriundos de resgates. Como a maioria dos tutores, ela enfrenta dificuldades para adoção dos animais. “Há uma seletividade na escolha por filhotes. E ainda tem muitos que acabam devolvendo por motivos diversos, como mudança de cidade ou porque não querem mais o animal. Esta semana recebemos de volta uma que a família adotante devolveu porque comprou um filhote e estava dispensando a adulta que foi adotada”, relatou.

Rany diz que há essa condição de receber de volta e até prefere, se for o caso, para evitar que o animal volte para a rua.

Há poucos dias também foram vacinados 25 animais da protetora Audineia Hita. Ela também possui dezenas de cães e ficou feliz com o apoio na vacinação dos animais.

60 DOSES SEMANAIS

O VacinAção 2026 prevê a aplicação contínua e organizada de 60 doses de vacinas polivalentes por semana. O imunizante, que protege contra 10 doenças, é ofertado pelo município de Cuiabá como proposta de atuação preventiva.

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Segundo a secretária-adjunta de Bem-Estar Animal e médica veterinária, Morgana Thereza Ens, a ação busca reduzir a incidência de doenças evitáveis, fortalecer a saúde animal e contribuir diretamente para a saúde pública, por meio do controle sanitário da população animal.

Para participar do projeto, como já informado, é necessário atender aos critérios de baixa renda e seguir o passo a passo da solicitação. Após o cadastro, o interessado deve aguardar a convocação, que ocorre conforme a ordem do formulário preenchido. O prazo médio de espera é de 7 a 14 dias úteis, podendo variar de acordo com a demanda.

“A organização por formulário e convocação garante ordem, critérios e rastreabilidade, priorizando munícipes de baixa renda, ONGs, protetores e animais comunitários”, explicou Morgana.

Mas atenção: caso o tutor seja chamado e não compareça com o animal para o atendimento, retornará para o final da fila.

Passo a passo para solicitação:

  1. Chame no WhatsApp: (65) 99207-4318

  2. Preencha o formulário Google Forms que será encaminhado pela equipe

  3. Aguarde a convocação, conforme a disponibilidade semanal do programa

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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