Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá gasta mais de R$ 160 mil com limpeza de lixo descartado irregularmente no Contorno Leste

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A matemática é simples, mas o cálculo impressiona. Em cerca de 10 dias, 126 viagens de caminhões removeram 187,9 toneladas de lixo dos 6 bolsões de lixo localizados na Avenida Contorno Leste, em Cuiabá. O acúmulo de resíduos, entre eles, sofás, restos de móveis, eletroeletrodomésticos, itens diversos como vaso sanitário e muito mais, descartados irregularmente às margens da via, custou mais de R$ 160 mil reais aos cofres do município para serem retirados do local. A força-tarefa que onera a administração pública, foi realizada pela Secretaria Municipal de infraestrutura e Obras Públicas e a Empresa Cuiabana de Zelaoria e Serviços Públicos (Limpurb), na primeira quinzena do mês de maio.

Do total citado, exatos R$ 92.901,92 foram gastos na destinação dos resíduos removidos do local, e R$ 57.299,20 de custo operacional, caminhões e maquinários. Sem contabilizar o trabalho humano, considerando que são trabalhadores que recebem o salário pelo mês trabalhado no serviço de limpeza.

No caso, os números são específicos da última ação no Contorne Leste, considerando que não é a primeira vez do trabalho realizado ali.

Para ter uma ideia, são mais de 100 bolsões de lixo mapeados em Cuiabá. Terminou a força-tarefa no Contorno Leste, as equipes já começaram a atender outros pontos, como nos bairros Santa Terezinha, Jardim Passaredo e Morada do Ouro, onde estão atuando atualmente.

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Vale lembrar que em Cuiabá, a Prefeitura disponibiliza o serviço de cata-treco, gratuitamente, que pode ser agendado pelo número de whatsapp (65) 99243-6502.

“Acabar com os bolsões de lixo é um grande desafio para a gestão. E, para isso acontecer, a população precisa ser aliada e evitar o descarte irregular, bem como, denunciar flagrantes para que a fiscalização ocorra de maneira eficiente e penalize quem insistir na prática. Uma cidade melhor de se viver depende de todos nós”, frisou o secretário Municipal de Infraestrura e Obras Públicas, Reginaldo Teixeira.

O diretor de resíduos sólidos da Limpurb, Anderson Matos, reforçou a que a solução envolve educação ambiental, descarte correto dos resíduos, coleta regular e participação da comunidade para manter os espaços limpos.

SAÚDE E MEIO AMBIENTE

Além do dinheiro público que poderia ser destinados para outros fins de investimentos públicos, os bolsões de lixo causam vários impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde da população.

Para o meio ambiente, podem ocasionar:
– Contaminação do solo e da água; poluição do ar (a decomposição do lixo libera gases e mau cheiro e, em se queimado, fato que também é um ato irregular, libera fumaça tóxica; prejuízo à fauna e flora animais podem ingerir resíduos ou ficar presos em materiais como plásticos, causando mortes); entupimento de bueiros e enchentes (sacolas, garrafas e outros resíduos podem bloquear sistemas de drenagem, aumentando o risco de alagamentos).

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Impactos ´para a saúde do cidadão
– Proliferação de doenças (bolsões de lixo atraem vetores como ratos, moscas e baratas, que podem transmitir doenças); aumento de mosquitos transmissores (recipientes acumulam água parada, favorecendo o mosquito Aedes aegypti, responsável por doenças como Dengue, Zika e Chikungunya); problemas respiratórios (o mau cheiro, poeira e fumaça de lixo queimado podem causar irritações e doenças respiratórias) e risco de acidentes (vidros quebrados, metais e outros objetos podem provocar cortes e ferimentos em moradores e trabalhadores da limpeza).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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