Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá promove ciclo de oficinas sobre autismo e reforça cuidado na atenção hospitalar

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, realizou no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) o ciclo de oficinas e rodas de conversa “Construindo Pontes de Empatia e Cuidado no Ambiente de Saúde”, com foco no acolhimento inclusivo de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa integra uma série de ações voltadas à qualificação da assistência prestada a pacientes neurodivergentes, especialmente diante do aumento da demanda após a inauguração do Centro Médico Infantil (CMI). A proposta busca aprimorar o conhecimento técnico-científico das equipes e fortalecer práticas baseadas na empatia, na escuta ativa e no respeito às singularidades de cada paciente.

Na quinta-feira (2), em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, foi realizado o 4º encontro do ciclo, consolidando o espaço como essencial para a construção de um cuidado mais qualificado e inclusivo dentro da rede municipal de saúde.

O encontro foi marcado por falas potentes e experiências que trouxeram um olhar ampliado e sensível sobre o atendimento às pessoas com TEA. A participação de profissionais, familiares e pessoas autistas fortaleceu o diálogo e a troca de experiências, contribuindo para a construção de práticas mais acolhedoras.

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Um dos momentos mais emocionantes foi a participação de Dimy, piloto de kart e primeiro piloto autista do Brasil a competir em igualdade com pilotos típicos. Ao lado de sua mãe, Dona Branca, que destacou a importância de espaços como esse para acolher também as famílias, ela afirmou: “é muito gratificante ver um espaço como esse sendo aberto, porque acolhe não só nossos filhos, mas também nós, mães e famílias, que muitas vezes também precisamos desse cuidado”.

Dimy também reforçou com simplicidade e firmeza: “eu concorro de igual com os outros competidores”, evidenciando a importância da inclusão, do respeito e da equidade em todos os espaços.

A estudante de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Talita Cristina Nascimento da Costa, destacou que o preparo dos profissionais faz toda a diferença no cuidado cotidiano. Ela ressaltou a importância de ambientes organizados e previsíveis, da comunicação clara e do respeito ao espaço individual das pessoas com TEA, além da necessidade de sempre perguntar antes de agir.

Outro momento marcante foi o vídeo apresentado por Jader dos Reis, que utilizou a metáfora do “cadeado” para explicar comportamentos de crianças com TEA. A reflexão, reforçada também por falas durante o encontro, apresentou quatro passos fundamentais para o manejo adequado: observar, compreender, respeitar e agir com segurança, princípios que dialogam diretamente com a segurança do paciente.

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As discussões também evidenciaram que o conhecimento técnico, aliado à escuta ativa e ao diálogo, são ferramentas indispensáveis para promover um atendimento mais seguro, eficaz e acolhedor.

O ciclo contou com a participação de profissionais de diversas áreas, como Psicologia, Fonoaudiologia, Serviço Social, Fisioterapia, Enfermagem e equipe médica, promovendo a integração multiprofissional no cuidado aos pacientes.

A programação abordou temas fundamentais, como conceitos introdutórios sobre o TEA, sensibilização das equipes, desafios sensoriais e alimentares, além de estratégias práticas para qualificar o atendimento hospitalar. Entre os destaques, estiveram falas que trouxeram diferentes perspectivas sobre o autismo, incluindo experiências de pessoas com diagnóstico e familiares, ampliando o olhar dos profissionais para além do aspecto clínico.

A iniciativa foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde, em conjunto com a Gerência de Atendimento Terapêutico e o Serviço de Psicologia Hospitalar do HPSMC, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a educação permanente e com a construção de um atendimento cada vez mais inclusivo e centrado nas necessidades de cada indivíduo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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