Várzea Grande
Prefeitura de Várzea Grande estrutura políticas públicas para autistas e neurodivergentes
Publicado
24 de outubro de 2025, 19:01
“Estamos virando a página da ausência de atendimento a essas demandas”, comemora a prefeita
A Prefeitura de Várzea Grande realizou uma reunião para discutir pontos para implantação de políticas públicas para o atendimento de pessoas autistas e neurodivergentes, nesta manhã (24). A reunião ocorreu no Paço Municipal Couto Magalhães.
Conforme a prefeita Flávia Moretti (PL), a inclusão social foi uma das principais propostas feitas durante a campanha eleitoral. “O tema inclusão foi uma das principais bandeiras que defendi em nossa campanha eleitoral e, com toda certeza, buscaremos implantar um atendimento mais especializado e, de forma eficaz, para atender essas pessoas de forma humana e responsável. Estamos virando a página da ausência de atendimento a essas demandas”, disse Moretti.
Segundo a Assessora Especial de Políticas de Inclusão, Priscila Lima, Várzea Grande será referência em inclusão. “A prefeita Flávia e o vice Tião da Zaeli nos deram a missão de transformar Várzea Grande em uma cidade mais inclusiva, oferecendo dignidade e segurança às famílias que hoje enfrentam longas esperas por diagnóstico e acompanhamento especializado. Um espaço jamais pensado antes e que será uma realidade, Várzea Grande desponta para ser referência nacional”, afirmou.
O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), Igor Cunha, disse que apoia a ação e parabeniza a prefeita pela iniciativa. “A gestão municipal está propondo atendimento digno, preciso e qualificado para essas pessoas. Isso é muito inédito e fará toda diferença a milhares de famílias várzea-grandenses”, conta.
Participaram da reunião: a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria; secretária de Administração, Jaqueline Favetti; coordenadora da pessoa com deficiência, Geovanna Amorim Chaves; técnicos da Secretaria de Saúde, da secretaria de Assistência Social, da Procuradoria-Geral e da Secretaria de Planejamento.
Várzea Grande
Várzea Grande e Cuiabá articulam mesa técnica no TCE para fortalecer atendimento à população vulnerável
Publicado
22 de junho de 2026, 16:30
As Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá se reuniram nesta segunda-feira (22) com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir pautas relacionadas à assistência social. Entre os temas debatidos estavam recursos financeiros, atendimento à população idosa, apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade social, dados do Cadastro Único (CadÚnico) e o fortalecimento das políticas públicas do setor.
Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, cerca de 78 mil famílias estão inscritas no CadÚnico, totalizando aproximadamente 166 mil pessoas cadastradas. O número representa pouco mais de 50% da população do município. Deste total, cerca de 22 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Conforme a prefeita Flávia Moretti, mais de 80% dos custos da assistência social são custeados com recursos próprios do município.
“A instituição dessa mesa técnica é de extrema importância porque, hoje, em Várzea Grande, mais de 80% dos custos da assistência social são mantidos com recursos próprios. Precisamos dialogar em um tripé formado por município, Estado e Governo Federal, com o apoio do Tribunal de Contas, para encontrar soluções e planejar os serviços oferecidos à população”, destacou a prefeita.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, informou que o município conta atualmente com quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro POP e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo ela, a pasta dispõe de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para atender a demanda do setor.
“A situação de vulnerabilidade social é muito grande em nosso município. Nosso orçamento ainda é insuficiente para atender uma demanda tão expressiva em Várzea Grande”, afirmou.
O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf, responsável por propor a criação da mesa técnica, ressaltou a gravidade do cenário enfrentado pelas duas maiores cidades de Mato Grosso.
Segundo ele, Cuiabá e Várzea Grande somam cerca de 440 mil famílias cadastradas no CadÚnico.
“Queremos realizar um estudo aprofundado sobre a população vulnerável, especialmente idosos, pessoas em situação de rua e crianças que necessitam de acolhimento. Em um segundo momento, construiremos propostas voltadas à implementação de políticas públicas mais eficientes e de qualidade”, explicou.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela de Oliveira, informou que a Capital possui 119 mil famílias inscritas no CadÚnico. Para ela, a criação da mesa técnica permitirá o desenvolvimento de ações conjuntas e mais eficazes no enfrentamento das desigualdades sociais.
“Vamos unir esforços entre Cuiabá, Várzea Grande e o Tribunal de Contas para implantar medidas capazes de retirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade. Apresentamos um diagnóstico da realidade e buscamos alternativas para desenvolver ações integradas e eficientes”, concluiu.
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