Cuiabá

Prefeitura define espaço provisório para ambulantes no Centro de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá definiu, nesta quinta-feira (5), que a Travessa Desembargador Lobo, nas proximidades da Praça Ipiranga, será o novo espaço provisório para os vendedores ambulantes que atuavam nas calçadas do Centro da cidade. A medida foi anunciada após uma reunião realizada na Câmara Municipal, que contou com a presença de vereadores e secretários do município.

A decisão foi tomada em caráter emergencial, após o início da operação de desocupação das calçadas centrais, realizada nas primeiras horas do dia. A ação começou às 6h e contou com a participação das secretarias de Ordem Pública, Segurança Pública Municipal e com o apoio da Polícia Militar. Todo o processo ocorreu de forma ordeira e pacífica.

A partir de hoje, os ambulantes estão proibidos de permanecer nas calçadas do Centro, especialmente nas avenidas Isaac Póvoas, 13 de Junho e Getúlio Vargas. O prefeito Abilio Brunini reafirmou que a intenção da gestão é impedir o retorno dos trabalhadores a essas vias, como parte do esforço para reorganizar o espaço urbano e garantir a mobilidade dos pedestres.

“Queremos reorganizar o Centro com responsabilidade. A gente vem avisando há dois meses. Não é nossa intenção apreender mercadoria de ninguém. Imagina o seguinte: se uma mercadoria dessas é apreendida, muitas vezes o ambulante não consegue comprovar a posse, e aí ela fica na prefeitura sem destinação legal. A gente não quer passar por isso. É ruim para os comerciantes, é ruim para os ambulantes e é ruim para a gente também. Por isso, essa negociação que estamos mantendo é muito positiva. É um sinal que admiramos e que mostra que estamos no caminho de uma boa solução. Tenho certeza de que vai dar tudo certo”, destacou o prefeito.

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Com o apoio dos vereadores e secretários presentes, ficou acordado que os ambulantes ocuparão, por um período experimental de 30 a 60 dias, a Travessa Desembargador Lobo. Durante esse tempo, a Prefeitura irá avaliar a viabilidade do novo local. Se a experiência for positiva, um projeto de lei será encaminhado à Câmara Municipal para transformar a travessa em um calçadão definitivo para o comércio informal.

“Estou atendendo uma sugestão dos próprios vendedores. Vamos deixá-los se adaptar e, nesse período, estudar se o novo espaço funcionou. Depois, vamos mandar o projeto para a Câmara e, futuramente, transformar esse local em um calçadão para a venda. Se não der certo, a gente reavalia e encontra outro espaço”, afirmou Abilio.

A reunião decisiva aconteceu na Câmara de Cuiabá e contou com a presença dos vereadores Michelly Alencar, Baixinha Girardelli, Mário Nadaf, Maria Avalone, Samantha Íris, Wilson Kero Kero, Maysa Leão, Cezinha Nascimento, Rafael Ranalli e Gustavo Padilha. Também participaram os secretários municipais Fernando Medeiros (Turismo), Ana Karla Costa (Comunicação) e Juliana Palhares (Ordem Pública), que acompanharão de perto a fase de adaptação dos ambulantes ao novo espaço.

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O líder do prefeito na Câmara, vereador Dilemário Alencar, reforçou que a proposta da travessa busca garantir segurança jurídica e melhores condições de trabalho para os vendedores, além de contribuir para o ordenamento urbano da capital.

Além disso, ficou definido que vendedores de frutas, sucos, alimentos, açaí e plantas poderão continuar atuando em praças públicas, desde que estejam devidamente autorizados por meio do TPU (Termo de Permissão de Uso), documento emitido pela prefeitura que regulamenta a ocupação dos espaços públicos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Feira da Agricultura Familiar amplia oportunidades de renda e fortalece venda direta na Praça Alencastro

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A Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária tem consolidado a Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, como ponto de encontro entre produtores rurais e consumidores. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, a iniciativa reúne agricultores de diferentes comunidades da região e amplia as oportunidades de comercialização direta, contribuindo para o aumento da renda das famílias produtoras e para o acesso da população a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas.

A feira reúne produtores de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Poconé, Acorizal e Santo Antônio de Leverger. Segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura, cerca de 10 produtores rurais participam regularmente do espaço, além de aproximadamente 20 feirantes dos segmentos de artesanato, doces e outros produtos, e cerca de 10 expositores da área gastronômica. A estimativa é de público superior a mil pessoas por edição e movimentação financeira mensal em torno de R$ 100 mil.

De acordo com o coordenador das feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento da procura pelos produtos da agricultura familiar tem refletido diretamente no desempenho dos expositores.

“Estamos sentindo um resultado muito satisfatório. O público tem buscado cada vez mais os produtos da agricultura familiar, como maxixe, quiabo, jiló, abóbora, mandioca e mamão. Toda essa produção vem diretamente dos produtores rurais das comunidades do entorno de Cuiabá e está tendo uma aceitação muito boa entre os consumidores”, afirmou.

Segundo o coordenador, o bom desempenho também alcança outros segmentos da feira.

“O pessoal do artesanato também vem registrando boas vendas. Na gastronomia, os bolos inteiros e em fatias, além das tortas, têm grande aceitação. O comércio está aquecido e os expositores estão conseguindo bons resultados”, destacou.

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Luís Alberto ressalta ainda que o aumento da participação de feirantes tem gerado a necessidade de ampliar a estrutura disponível na Praça Alencastro.

“Hoje temos uma concentração maior de vendedores e expositores. Estamos buscando mais estrutura para oferecer mais conforto ao público e melhores condições de trabalho para quem participa da feira”, explicou.

Entre os feirantes, a avaliação é de que a mudança da estrutura para a área atual, ao lado da Estação Alencastro, contribuiu para ampliar a visibilidade e o movimento. O produtor José Luís Bueno, que comercializa frutas como banana, ponkan, caqui, manga e goiaba, relata que o novo espaço trouxe resultados positivos.

“Foi uma pequena mudança, mas ampliou bastante. Mudou para mim 100%”, afirmou.

A ampliação da frequência da feira também é apontada como fator importante pelos produtores. João Vicente Rodrigues, que vende temperos, chás, produtos naturais, mel, farinha, café e artesanato produzido pela esposa, destaca que a realização das atividades duas vezes por semana aumentou as oportunidades de venda.

“Antes era uma vez por semana. Agora estamos trabalhando na terça e no sábado, trazendo a mercadoria direto para o consumidor. Está sendo muito bom”, disse.

O produtor Gilson Zarque da Cruz, do Assentamento Pai Joaquim, no Distrito da Guia, também relata impactos positivos. Ele comercializa mandioca, maxixe, jiló, limão, mamão, couve e banana-da-terra.

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“Melhorou muito a renda, muito mesmo”, resumiu.

Além de gerar renda para os agricultores, a feira tem atraído consumidores interessados na procedência dos alimentos e na compra direta de quem produz. A servidora pública Alexandra Silva afirma que a busca por produtos mais naturais foi o que chamou sua atenção.

“Vi o pessoal e quis saber se eram eles mesmos que produziam. Procuro produtos mais saudáveis”, relatou.

Frequentadora assídua da feira, a advogada aposentada Brasília Eni Ataíde destaca a qualidade dos alimentos e o atendimento oferecido pelos expositores.

“Os alimentos são mais saudáveis e o atendimento é muito bom. Gosto de vir para comprar e também para consumir os alimentos preparados aqui”, afirmou.

Para o aposentado João Rodrigues dos Santos, a principal diferença está na qualidade e no frescor dos produtos.

“Aqui você compra produtos mais naturais e a mercadoria é fresca. Toda terça-feira estou aqui”, contou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avalia que a consolidação da feira demonstra a força da agricultura familiar na economia local e a importância da aproximação entre produtores e consumidores.

“A Feira da Agricultura Familiar tem se fortalecido como um importante canal de comercialização para os pequenos produtores rurais. Quando aproximamos quem produz de quem consome, geramos renda no campo, estimulamos a permanência das famílias na atividade rural e oferecemos à população alimentos frescos e de qualidade. O crescimento da feira mostra que esse modelo beneficia tanto os agricultores quanto os consumidores e fortalece a economia regional”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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