Saúde

Presidente Lula e ministro Padilha inauguram Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes

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A população do Rio de Janeiro contará com um novo centro de emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, que fica em Jacarepaguá. A modernização das novas alas contou com investimento federal de R$ 100 milhões e faz parte de iniciativa do Ministério da Saúde voltada à reestruturação da unidade em parceria com a prefeitura do Rio de JaneiroO espaço foi inaugurado neste domingo (15/02) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.  

Depois dos anos de sucateamento, com emergências e salas cirúrgicas fechadas, leitos bloqueados, enfermaria parada por falta de pessoal e equipamentos, o novo Hospital Federal Cardoso Fontes vive uma nova realidadecom mais investimentos, atendimentos, novas instalações e reforço de pessoal. O centro de emergência, que atende as especialidades de pediatria, clínica médica, clínica geral e urologia, ganha ainda mais capacidade para ampliar atendimento aos pacientes do SUS em ambientes climatizados, mais modernos e estruturados 

Durante a entrega, o presidente Lula destacou que toda população brasileira precisa ter direito a tratamento digno e de qualidade na rede pública de saúde. “É isso que estamos fazendo. Quem olha do lado de fora para essa estrutura pensa que este é um hospital privado, onde só entra quem pode pagar. O que estamos entregando é um hospital público, parceria entre governo federal e prefeitura, para que qualquer pessoa que chegue aqui, por mais humilde que seja, possa ser tratada com respeito, dignidade e tenha acesso aos melhores tratamentos que possamos oferecer”, destacou.  

O ministro Padilha enfatizou a retomada dos investimentos nos hospitais federais. “Após anos de emergências fechadas, falta de equipamentos, de profissionais e de sucateamento, devolvemos a rede de hospitais federais para seu verdadeiro dono: o povo da cidade e do estado do Rio de Janeiro. Foram mais de R$ 1,4 bilhão de investimentos do governo do Brasil na recuperação dos seis hospitais federais, além dos institutos nacionais, que estarão funcionando com capacidade plena neste ano de 2026.  

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Além de 40 leitos já reabertos, do CTI pediátrico com 10 leitos já reativados, da ampliação das salas cirúrgicas e de 57% a mais de profissionais, oito novos consultórios e seis salas de classificação de risco atendimento começam a funcionar a partir de hoje no Centro de Emergência. O reforço na realização de exames de ultrassonografia, eletrocardiograma e análises laboratoriais também passa a ser ofertado. 

Depois de ser contemplado pelo Plano de Reestruturação de Hospitais Federais, do Programa Agora Tem Especialistasa unidade do SUS fez 70% a mais de cirurgias, 75,1% a mais de internações, 90,8% a mais de atendimentos na emergência e 84,3% a mais de exames de imagem. Isso em apenas um ano, entre 2024 e 2025”, reforçou Padilha. 

Mais avanços no Cardoso Fontes 

A entrega de hoje é mais um passo no processo de reestruturação da unidade, resultado da parceria entre Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, para a qual a gestão dhospital foi descentralizada em dezembro de 2024. Como resultado desse esforço, em 2025, a taxa de ocupação de leitos chegou a 98%. Com a ampliação do investimento federal, foram repassados R150 milhões ao municípioalém de R610 milhões/ano do Teto MAC da prefeituraampliando o custeio federal de serviços de saúde de média e alta complexidade na cidade. 

Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu e instalou dois tomógrafos — um deles adaptado para pacientes obesos — e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais. 

Os centros de emergência regional (CERs) funcionam 24h, todos os dias da semana, atendendo casos de menor complexidade. Realizam acolhimento, assistência aos pacientes que necessitam de pronto atendimento, exames e regulam e fazem transferência para outras unidades especializadas, a partir da avaliação de cada quadro. 

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Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

O Ministério da Saúde, em parceria com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, tem investido na readequação das unidades da rede federal do Rio de Janeiro, incluindo hospitais e institutos, para o enfrentamento de problemas estruturais históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados, déficit de profissionais e falhas de abastecimento. 

Entre 2024 e 2025, foram investidos mais de R$ 1.4 bilhão, incluindo incrementos pelo Programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC, para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, incluindo transplantes, oncologia e cirurgias, reabertura de leitos e emergências para redução de filas e aumento da capacidade assistencial. Além da modernização da infraestrutura hospitalar, logística e dos modelos de gestão, com estímulo à inovação e parcerias institucionais. 

Assim como o Cardoso Fontes, o Hospital Federal do Andaraí (HFA) também está sob gestão municipal. A unidade é especializada em diversas áreas, como ortopedia, endocrinologia, cardiologia, neurocirurgia, cirurgia geral e vascular, dentre outras.  

Em setembro de 2025, o ministro Alexandre Padilha inaugurou as novas instalações da cozinha do HFA. Após 12 anos, as refeições dos pacientes voltaram a ser preparadas na cozinha da unidade. A nova cozinha conta com fogão, refrigerador industrial e demais aparelhos, com capacidade para produzir 3.2 mil refeições diárias.  

Em maio do mesmo ano, o HFA recebeu um acelerador linear, no âmbito do Programa Agora Tem Especialistas e com investimento do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer. 

 

Ana Freitas 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

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O Brasil atingiu, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Nesse período, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, resultado que atende ao parâmetro internacional estabelecido para a certificação. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o país entregará à OPAS/OMS o dossiê com as evidências que embasam o pedido de certificação. 

“O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente ao diretor da OPAS e ao diretor-geral da OMS o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Um dos principais indicadores é a prevalência de infecção ativa pelo vírus em crianças de até 5 anos, identificada pelo exame HBsAg. Para a eliminação da transmissão como problema de saúde pública, esse índice deve ser inferior a 0,1%. Essa meta considera o último ano completo de dados, 2025, quando a prevalência estimada foi de 0,0111% — abaixo do limite de 0,1% estabelecido para a eliminação. A modelagem matemática atualizada em 2026 também confirma que o país atende a esse critério. 

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que deve ser igual ou superior a 95%. No Brasil, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento pré-natal em 2024 e 2025. Os resultados refletem medidas de cuidado ofertadas no SUS durante a gestação e após o nascimento. 

Segundo critérios da OPAS/OMS, as metas de cobertura vacinal precisam ser mantidas por pelo menos dois anos consecutivos. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou cobertura de 97% em 2024 e 100% em 2025, acima do mínimo de 90% estabelecido. Na infância, a proteção é ampliada com a vacina pentavalente, administrada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A cobertura da terceira dose foi de 90,4% em 2024 e de 88,7% em 2025, dado ainda preliminar que deve superar a meta. 

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A eliminação da transmissão vertical da hepatite B faz parte de uma estratégia internacional de enfrentamento às infecções. Após receber, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil assumiu o compromisso de, até 2030, eliminar como problemas de saúde pública as demais quatro infecções de transmissão vertical: hepatite B, sífilis, doença de Chagas e HTLV, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas doenças. 

A elaboração do dossiê brasileiro foi concluída em julho de 2026. Com a entrega, o pedido será submetido à avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à revisão de um comitê externo de especialistas e, posteriormente, à análise do Comitê Global de Validação da OMS. 

Como o Brasil chegou a esses resultados 

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B resulta de uma rede de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS. A testagem para hepatite B é realizada durante o pré-natal, com testagem na maternidade para gestantes que não fizeram o exame. Quando necessário, o SUS oferece tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez. 

Após o nascimento, os bebês recebem a vacina contra a hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Filhos de mães com hepatite B também recebem imunoglobulina (HBIG) no mesmo período. A combinação das duas medidas evita cerca de 99% das infecções perinatais. 

Desde 2016, 100% das doações de sangue realizadas no SUS são testadas para hepatite B por meio de testagem molecular (NAT), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz. 

Em 2024, a notificação obrigatória foi ampliada para casos de hepatite B em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical, permitindo o acompanhamento dos casos e a adoção das medidas necessárias. 

A prevenção e o cuidado também incluem vacinação, testes rápidos, tratamento e capacitação de profissionais de saúde. As medidas são ofertadas em diferentes contextos, incluindo áreas remotas e populações em situação de maior vulnerabilidade. 

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Novo boletim aponta avanços no cenário epidemiológico 

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou redução no número de casos e óbitos por hepatites virais, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026. 

Entre 2015 e 2025, os casos de hepatite B diminuíram 25,5%, de 14,8 mil para 11 mil registros. Na hepatite C, a redução foi de 34%, de 25,8 mil para 17 mil casos. Já os registros de hepatite D caíram 57,9%, de 202 para 85 notificações. 

No mesmo período, o número de óbitos por hepatite B caiu 31,9%, de 451 para 307 mortes. Na hepatite C, a redução foi de 61,5%, de 2.028 para 780 óbitos. 

Prevenção e tratamento 

O SUS oferece vacinação contra as hepatites A e B e tratamento para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com vacinação iniciada ao nascer e continuidade conforme o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto também podem receber a vacina. 

A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Também é indicada para pessoas com condições específicas, como doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, coagulopatias, pessoas vivendo com HIV, em uso de PrEP, imunodeprimidas e candidatas ou submetidas a transplante, entre outras situações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. 

Para a hepatite C, o SUS oferece antivirais de ação direta (DAA) para adultos e crianças a partir de 3 anos. O tratamento apresenta taxas de cura superiores a 95%. 

Para a hepatite B, o SUS oferece tratamento contínuo às pessoas com indicação clínica, reduzindo o risco de progressão da doença e de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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