A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na manhã desta segunda-feira (07), a primeira reunião ordinária da Frente Parlamentar da Odontologia. Durante o encontro, foram discutidas ações para atender às demandas políticas, trabalhistas e salariais dos cirurgiões-dentistas e seus representantes, além da possibilidade de campanhas educativas com a distribuição de kits de higiene bucal nas escolas públicas.
A criação da Frente marca o início de um trabalho conjunto voltado à valorização da categoria e ao fortalecimento das políticas públicas para o setor odontológico em Mato Grosso. A iniciativa é liderada pelo deputado Carlos Avallone (PSDB) e reúne representantes dos Conselhos Federal e Estadual de Odontologia, entidades sindicais e instituições civis da área, e também aborda temas como concursos públicos e ampliação do acesso à saúde bucal.
“O trabalho da odontologia é essencial para a saúde como um todo. Por isso, instalamos esta Frente Parlamentar, que atuará de forma contínua e estruturada. Nosso primeiro passo será realizar um diagnóstico detalhado da situação odontológica nos 142 municípios de Mato Grosso. Entre as primeiras ações, planejamos lançar uma campanha de promoção da higiene bucal, começando com a entrega de kits contendo escova de dente, creme dental e fio dental, para uso imediato pela população”, afirmou o deputado Carlos Avallone.
Segundo o parlamentar, embora a saúde pública tenha avançado nos últimos anos, ainda há muitos desafios que exigem maior atuação da classe política. “Precisamos avançar em diversas frentes, e nada mais adequado do que uma Frente Parlamentar dedicada a esse tema. Estamos contando com a participação de vários deputados e com o apoio técnico dos profissionais da área, como os odontólogos e o Conselho Regional de Odontologia (CRO)”, completou Avallone.
Para o deputado Júlio Campos (União), que integra a frente, a odontologia é uma categoria essencial para a saúde humana, embora historicamente tenha tido pouca aproximação com o Legislativo.
“Agora, com a criação da Frente Parlamentar, o setor terá mais acesso e diálogo com o Poder Legislativo. Sabemos que a odontologia enfrenta muitas deficiências na saúde pública do Brasil, e isso é ainda mais preocupante porque várias doenças podem se infiltrar no organismo a partir de problemas bucais. A Frente terá a missão de ouvir sugestões e encaminhá-las ao Governo do Estado, com o objetivo de melhorar o atendimento e fortalecer o serviço odontológico”, afirmou Campos.
A presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), Wânia Dantas, destacou a relevância da criação da Frente Parlamentar da Odontologia e o protagonismo do estado.
“A Frente representa um avanço significativo no diálogo entre o Conselho e as gestões públicas. É a primeira Frente Parlamentar do Brasil voltada exclusivamente à Odontologia, e Mato Grosso sai na frente. Essa representatividade é extremamente importante para a nossa categoria. Já temos um cronograma de reuniões definido até o fim do ano, e nosso objetivo é mobilizar ainda mais os profissionais da área para que possamos fortalecer a busca por melhorias”, afirmou.
Durante o encontro também foi discutida a possibilidade de firmar parcerias com órgãos públicos, como o Ministério da Saúde e suas autarquias, além de outros ministérios que tenham interesse nos temas que serão debatidos pela Frente Parlamentar.
O presidente da Comissão Parlamentar do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), Nasser Hussain Fares, destacou a importância da articulação entre o poder público e as entidades representativas da odontologia para o fortalecimento do setor no estado. “Nosso objetivo é promover a integração entre o setor público, especialmente o Executivo estadual, e o Conselho Regional de Odontologia, com foco no fortalecimento da odontologia e na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população”, afirmou.
“Durante as reuniões da Frente, também discutiremos a situação dos profissionais aprovados em concursos públicos que ainda não foram convocados, além da realização de campanhas educativas para conscientizar a população sobre higiene bucal e cuidados com a cavidade oral e a face”, acrescentou Hussain.
Sobre a convocação dos aprovados em concursos públicos para a área de odontologia, o presidente da Frente Parlamentar, deputado Carlos Avallone , defendeu a importância desses profissionais no serviço público.
“É fundamental que tenhamos profissionais capacitados atuando diretamente no atendimento à população. Infelizmente, percebemos que, muitas vezes por questões orçamentárias, os gestores priorizam a contratação de terceirizados. Isso compromete a formação de um corpo técnico permanente nas instituições públicas, tanto nas secretarias de saúde quanto nas administrações municipais e estaduais. Essa fragilidade prejudica a continuidade e a qualidade dos serviços. Precisamos encontrar mecanismos para reverter essa lógica e fortalecer a estrutura pública com servidores concursados”, afirmou o deputado.
Além dos debates voltados à construção de projetos e políticas públicas para o setor, a Frente Parlamentar também prevê uma série de ações práticas durante seu período de atuação. Entre elas, estão a promoção, o incentivo e o apoio a movimentos sociais em nível estadual, com foco em campanhas preventivas, educativas e curativas de saúde bucal. Outra medida importante é a implantação de unidades móveis de saúde regionais, com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços odontológicos e oferecer suporte técnico às prefeituras que enfrentam maior carência de estrutura.
A Frente Parlamentar da Odontologia – foi criada com o objetivo de fortalecer a saúde bucal no estado e promover avanços na valorização dos profissionais da área. A iniciativa é liderada pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), autor da proposta, e conta com a participação dos parlamentares Júlio Campos (União), Gilberto Cattani (PL), Valmir Moretto (Republicanos) e Dilmar Dal Bosco (União).
Em um período marcado pela rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, identificar informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto se tornou um dos desafios enfrentados pelos eleitores. Para ajudá-los a reconhecer esse tipo de conteúdo e verificar as informações antes de compartilhá-las, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as eleições gerais de 2026.
A iniciativa integra Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas instituições. O documento prevê ações educativas, informativas e de utilidade pública para o enfrentamento da desinformação, a orientação do eleitorado e a divulgação de informações sobre o processo eleitoral.
A campanha, lançada nesta semana, corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026 e reúne VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais. Na primeira etapa, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.
Construção da mensagem – Noemia Almeida, gerente de Marketing da ALMT, explica que a ação foi construída a partir de situações comuns no ambiente digital, como uma fala verdadeira retirada de contexto, uma imagem antiga apresentada como atual, um título exagerado ou um conteúdo manipulado por inteligência artificial.
“A partir dessas situações, foi desenvolvido o conceito ‘A verdade recortada’, que busca mostrar como uma informação pode perder o sentido original quando apresentada de forma parcial”, conta.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Segundo a gerente, um dos principais desafios foi transformar um tema complexo em uma comunicação simples e próxima da realidade das pessoas.
“A estratégia busca orientar sem responsabilizar ou acusar o cidadão, estimulando o pensamento crítico e a checagem das informações antes do compartilhamento”, acrescenta.
Do celular à urna – Entre os temas abordados nas peças estão pesquisas eleitorais, informações falsas sobre a urna e o local de votação, além de conteúdos antigos ou manipulados apresentados como atuais.
A inteligência artificial também ocupa espaço importante. Um dos materiais trata das deepfakes e de outras formas de manipulação digital capazes de reproduzir rostos e vozes com grande semelhança. Nesses casos, a orientação é desconfiar de conteúdos que provoquem reação imediata e verificar sua origem antes de compartilhar.
Para Daniel Dino, assessor de Comunicação Social do TRE-MT, “mais importante do que transformar o cidadão em especialista em tecnologia é estimular o hábito da checagem”. Segundo ele, a campanha orienta o público a observar quem produziu o conteúdo, verificar se há uma fonte identificada, procurar a mesma informação em veículos confiáveis e recorrer aos canais oficiais quando o assunto envolver a Justiça Eleitoral.
Dino explica que a campanha também leva em conta a forma como a desinformação circula nas redes sociais e nos grupos de mensagens, onde conteúdos podem alcançar muitas pessoas rapidamente. Segundo ele, uma das abordagens adotadas é o chamado prebunking, que busca mostrar antecipadamente ao público algumas das técnicas usadas para produzir e disseminar desinformação.
Atuação conjunta – A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirma que o combate à desinformação está diretamente relacionado à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, o voto livre pressupõe que cada pessoa possa formar sua convicção com base em informações corretas e confiáveis.
“O combate à desinformação não é apenas uma questão de comunicação, mas também de proteção da própria democracia”, diz.
Na avaliação da presidente, a parceria amplia a capacidade de diálogo com a população ao unir a informação técnica da Justiça Eleitoral à estrutura de comunicação da Assembleia, que conta com televisão, rádio, redes sociais e outros canais de alcance estadual.
O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, destaca a importância da parceria institucional entre a Assembleia Legislativa e o TRE-MT no período eleitoral.
“Essa parceria que foi feita entre a Assembleia e o TRE é uma forma que o Parlamento encontra de fazer parte desse processo democrático de direito, que é a eleição”, frisa.
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