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Produção de café do Brasil pode chegar a 75,3 milhões de sacas na safra 2026/27

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Produção de café no Brasil pode crescer mais de 20% na próxima safra

A produção brasileira de café na safra 2026/27 pode alcançar 75,3 milhões de sacas, segundo estimativa revisada divulgada pela StoneX, empresa global de serviços financeiros e inteligência de mercado.

A projeção foi atualizada após novas visitas de campo realizadas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras do país. O volume estimado representa um aumento de 6,5% em relação à previsão preliminar divulgada em novembro, quando a consultoria indicava produção de 70,7 milhões de sacas.

Na comparação com a safra anterior, o crescimento projetado é ainda mais expressivo, chegando a 20,8%.

Revisão foi baseada em novas avaliações das lavouras

A primeira estimativa divulgada pela StoneX logo após o período de florada, em novembro, já apontava a possibilidade de uma safra robusta. No entanto, a equipe técnica retornou às regiões produtoras para atualizar as projeções com base em uma análise mais detalhada do desenvolvimento das lavouras.

Segundo Leonardo Rossetti, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, as condições das plantações melhoraram ao longo do ciclo.

De acordo com o especialista, mesmo após instabilidades climáticas no início da temporada, as lavouras apresentaram recuperação relevante graças à regularização das chuvas, boa umidade no solo e temperaturas mais amenas.

Pegamento da florada superou expectativas

Outro fator que contribuiu para a revisão positiva da safra foi o desempenho da florada nas lavouras de café.

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Segundo João Pena, técnico de pesquisa de campo da StoneX, embora o início do ciclo tenha sido marcado por irregularidade de chuvas e episódios de abortamento de flores, o resultado final foi melhor do que o inicialmente observado.

Com o avanço da temporada e novas avaliações nas propriedades, a equipe técnica identificou que o pegamento da florada foi superior ao esperado, o que aumentou o potencial produtivo das plantas.

Café arábica pode alcançar produção recorde

Para o café arábica, principal variedade cultivada no Brasil, a StoneX projeta produção de 50,2 milhões de sacas, o que representaria um recorde histórico para a cultura.

Embora algumas lavouras ainda não estejam em condições ideais de produtividade, praticamente todas as principais regiões produtoras apresentaram evolução positiva desde a última avaliação.

Entre os polos que devem registrar avanço na produção estão:

  • Sul de Minas
  • Matas de Minas
  • Cerrado Mineiro
  • Estado de São Paulo

A recuperação ocorre após temporadas recentes marcadas por impactos climáticos adversos, que limitaram o potencial produtivo das lavouras, especialmente na safra 2025/26.

Produção de robusta segue em patamar elevado

No caso do café robusta (conilon), a StoneX revisou sua estimativa para 25,1 milhões de sacas.

Apesar de o volume projetado ficar 2,8% abaixo do recorde registrado na temporada passada, o resultado ainda representa um patamar elevado para a produção brasileira da variedade.

As estimativas para Espírito Santo e Bahia foram ajustadas levemente para cima, mas ainda abaixo dos níveis observados no ciclo anterior, o que já era esperado após a supersafra recente.

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O destaque positivo ficou com Rondônia, onde a produção deve apresentar crescimento expressivo, com alta estimada de cerca de 66% em relação à safra passada.

Expansão da área e tecnologia impulsionam produção

Segundo a StoneX, o crescimento da produção de café no Brasil também está ligado a fatores estruturais que vêm ganhando força nos últimos anos.

Entre os principais estão:

  • expansão da área cultivada
  • entrada de novas lavouras em fase produtiva
  • maior adoção de tecnologia no campo
  • uso de materiais genéticos mais produtivos

Esses fatores têm sido especialmente relevantes para o avanço da produção de robusta no país.

Além disso, os preços elevados do café no mercado internacional contribuíram para que produtores mantivessem investimentos em adubação, manejo e renovação das lavouras, reforçando o potencial produtivo das plantações.

StoneX continuará monitorando a safra

A consultoria destaca que continuará acompanhando o desenvolvimento das lavouras ao longo da temporada. Novas revisões nas estimativas podem ocorrer conforme avançam as avaliações de rendimento nas principais regiões produtoras.

A expectativa é que novos ajustes sejam feitos após análises mais detalhadas durante e ao final da colheita de arábica e robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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