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Produção de tilápia cresce no Brasil e Paraná lidera ranking nacional em 2025

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A produção de tilápia no Brasil manteve trajetória de crescimento em 2025, com destaque para o protagonismo das regiões Sul e Sudeste. O Paraná segue como líder nacional, enquanto São Paulo e Minas Gerais consolidam posições entre os maiores produtores do país, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Paraná lidera produção nacional de tilápia

Principal polo produtor do país, o Paraná registrou produção de 273,1 mil toneladas de tilápia em 2025. O volume representa um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior, reforçando a liderança do estado no setor.

De acordo com a Peixe BR, o desempenho é resultado da atuação conjunta de empresas privadas, cooperativas e agroindústrias, além da adoção contínua de tecnologia e assistência técnica na atividade aquícola.

São Paulo e Minas Gerais completam o topo do ranking

Na segunda posição, São Paulo alcançou 93,7 mil toneladas produzidas em 2025, com expressivo crescimento de 54% na comparação anual.

Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com produção de 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, que registrou 63,4 mil toneladas.

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Maranhão avança e se destaca entre os maiores produtores

O Maranhão ocupa a quinta posição no ranking nacional, com produção de 59,6 mil toneladas. O estado nordestino foi o que apresentou o maior índice de crescimento entre os dez principais produtores, com alta de 9,36%.

O avanço é atribuído à consolidação de um novo arranjo produtivo local, que vem impulsionando a expansão da atividade nos últimos anos.

Outros estados também ampliam produção

Entre os principais produtores, Santa Catarina e Minas Gerais também registraram crescimento relevante, com avanços de 7,28% e 6,46%, respectivamente.

Outro destaque é o Ceará, que apresentou crescimento de 29,3% na produção e avançou posições no ranking nacional, demonstrando o fortalecimento da piscicultura em novas regiões.

Setor segue em expansão no país

O desempenho dos principais estados reforça a tendência de crescimento da tilapicultura no Brasil, impulsionada por investimentos em tecnologia, organização produtiva e aumento da demanda.

Com diferentes regiões ampliando sua participação, o setor segue diversificando sua base produtiva e consolidando a tilápia como uma das principais proteínas da aquicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novo marco do crédito rural exige responsabilidade socioambiental e rastreabilidade no acesso ao financiamento

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Desde 1º de abril de 2026, o acesso ao crédito rural no Brasil passou a seguir novos critérios de conformidade socioambiental, conforme as Resoluções CMN n.º 5.193/2024, 5.267/2025 e 5.268/2025, que promoveram uma ampla atualização do Manual de Crédito Rural (MCR), sob coordenação do Banco Central (BC). As mudanças impactam diretamente produtores rurais, instituições financeiras, cooperativas de crédito e operadores jurídicos ligados ao agronegócio.

Crédito rural passa a exigir conformidade socioambiental obrigatória

De acordo com especialistas, a concessão de financiamento rural, que antes se concentrava principalmente na análise da viabilidade econômica e da capacidade de pagamento do produtor, agora incorpora critérios obrigatórios de conformidade ambiental.

Entre as novas exigências estão a rastreabilidade territorial e a responsabilidade socioambiental, que passam a ser condições objetivas para contratação, manutenção e renovação das operações de crédito rural.

Segundo o advogado especializado em agronegócio, Vinicius Souza Barquette, a mudança representa uma transformação estrutural no modelo de concessão de crédito no país.

Cadastro Ambiental Rural passa a ser condição obrigatória

A Resolução CMN n.º 5.193, em vigor desde 2024, estabelece que não poderá haver concessão de crédito rural para imóveis que não estejam inscritos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), ou cuja inscrição esteja cancelada ou suspensa.

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Para o especialista, a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixou de ser uma recomendação técnica e passou a ser uma exigência obrigatória para acesso ao financiamento.

Cruzamento de dados ambientais passa a ser exigido

Com as novas regras, a partir de 1º de abril de 2026, imóveis rurais com mais de quatro módulos fiscais deverão passar por análise de dados geoespaciais. Já para propriedades menores, a exigência passa a valer a partir de 4 de janeiro de 2027.

As instituições financeiras ficam obrigadas a cruzar informações do imóvel com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do sistema Prodes, para identificar eventual supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

Caso seja identificada irregularidade nesse período, a concessão do crédito deverá ser negada.

Crédito rural passa a integrar política ambiental

Segundo análise jurídica, as alterações promovidas pelas resoluções do Conselho Monetário Nacional representam uma mudança estrutural no papel do crédito agrícola no Brasil.

O financiamento rural deixa de ser apenas um instrumento de política financeira e passa também a atuar como ferramenta de política ambiental.

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Conformidade ambiental será exigida durante todo o contrato

A modernização do Manual de Crédito Rural estabelece que o acesso ao financiamento passa a depender da comprovação de conformidade com a legislação florestal.

Além disso, será exigido monitoramento contínuo do uso da terra por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, bem como o cumprimento permanente das obrigações socioambientais ao longo de toda a vigência dos contratos de crédito rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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