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Produtividade da cana-de-açúcar varia conforme volume de chuvas no Noroeste do RS

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Clima irregular influencia rendimento da cana-de-açúcar

A produtividade das lavouras de cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa (RS) tem apresentado variações significativas em 2026, conforme as condições climáticas locais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada com a cultura soma 2.179 hectares, com produtividade média de 54 toneladas por hectare.

O boletim destaca que o comportamento irregular das chuvas, somado às altas temperaturas registradas nas últimas semanas, tem impactado o desenvolvimento das plantações em diversas localidades.

Estresse hídrico afeta lavouras em áreas com pouca chuva

De acordo com o levantamento, em regiões que enfrentaram períodos prolongados de calor intenso e baixos volumes de precipitação, foram observados sinais de estresse hídrico nas lavouras, comprometendo o crescimento e o vigor das plantas.

Por outro lado, áreas que receberam chuvas mais regulares apresentaram melhor desempenho vegetativo, refletindo o papel essencial da umidade no ciclo produtivo da cana-de-açúcar.

Preço ao produtor mantém estabilidade

O informativo também aponta que o preço médio pago ao produtor pela cana-de-açúcar na região está em torno de R$ 136,60 por tonelada, valor que indica estabilidade nas negociações nos últimos meses, mesmo diante da variação climática e dos impactos sobre a produtividade.

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Perspectivas para o setor

Com o avanço do ciclo produtivo e a previsão de novas frentes de instabilidade climática no estado, a expectativa da Emater/RS-Ascar é de que as lavouras possam recuperar parte do potencial produtivo nas regiões onde as chuvas se normalizarem.

No entanto, o órgão reforça a importância de monitoramento constante e manejo adequado do solo e da irrigação para reduzir os impactos das oscilações climáticas sobre a cultura da cana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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