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Produtividade da cana-de-açúcar varia conforme volume de chuvas no Noroeste do RS

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Clima irregular influencia rendimento da cana-de-açúcar

A produtividade das lavouras de cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa (RS) tem apresentado variações significativas em 2026, conforme as condições climáticas locais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada com a cultura soma 2.179 hectares, com produtividade média de 54 toneladas por hectare.

O boletim destaca que o comportamento irregular das chuvas, somado às altas temperaturas registradas nas últimas semanas, tem impactado o desenvolvimento das plantações em diversas localidades.

Estresse hídrico afeta lavouras em áreas com pouca chuva

De acordo com o levantamento, em regiões que enfrentaram períodos prolongados de calor intenso e baixos volumes de precipitação, foram observados sinais de estresse hídrico nas lavouras, comprometendo o crescimento e o vigor das plantas.

Por outro lado, áreas que receberam chuvas mais regulares apresentaram melhor desempenho vegetativo, refletindo o papel essencial da umidade no ciclo produtivo da cana-de-açúcar.

Preço ao produtor mantém estabilidade

O informativo também aponta que o preço médio pago ao produtor pela cana-de-açúcar na região está em torno de R$ 136,60 por tonelada, valor que indica estabilidade nas negociações nos últimos meses, mesmo diante da variação climática e dos impactos sobre a produtividade.

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Perspectivas para o setor

Com o avanço do ciclo produtivo e a previsão de novas frentes de instabilidade climática no estado, a expectativa da Emater/RS-Ascar é de que as lavouras possam recuperar parte do potencial produtivo nas regiões onde as chuvas se normalizarem.

No entanto, o órgão reforça a importância de monitoramento constante e manejo adequado do solo e da irrigação para reduzir os impactos das oscilações climáticas sobre a cultura da cana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nota de pesar pelo falecimento de Renato Moraes de Jesus

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recebe com profundo pesar a notícia do falecimento do engenheiro florestal Renato Moraes de Jesus, uma importante referência na conservação da Mata Atlântica no Brasil.

Por mais de três décadas à frente da Reserva Natural Vale, em Linhares (ES), entre 1977 e 2009, Renato dedicou sua vida a proteger cerca de 23 mil hectares de Mata Atlântica – uma das áreas protegidas mais bem conservadas do bioma no Brasil. Sob sua gestão, a reserva consolidou-se como referência em conservação, pesquisa científica e formação, com reconhecimento da Unesco como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Em sua trajetória, Renato defendeu uma ideia hoje central na agenda ambiental e climática brasileira: para além de seu valor natural, a floresta em pé é um bom negócio para o país.

Seu legado vive nos hectares preservados, nas mais de 2,3 mil espécies vegetais catalogadas em Linhares, nas tecnologias de restauração florestal que ajudou a desenvolver e nas gerações de profissionais inspiradas por sua trajetória.

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Uma perda enorme para o Brasil. Uma trajetória que seguirá como referência para a conservação.

Aos familiares e amigos, nossa solidariedade.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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