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Produtores de 17 estados e no DF têm até 30 de junho para declarar rebanhos

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Produtores rurais de 17 estados e do Distrito Federal têm até o próximo dia 30 de junho para entregar a Declaração Anual de Rebanho. A medida, obrigatória para todas as propriedades que mantenham animais — dos grandes aos pequenos criadores — é peça-chave para garantir a sanidade, rastreabilidade e credibilidade da pecuária brasileira.

A exigência abrange uma lista ampla de espécies: bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, caprinos, equídeos, aves, peixes ornamentais e comerciais, além de colmeias de abelhas. Mesmo o produtor que não comercializa seus animais está obrigado a prestar as informações. A omissão pode implicar em multas, bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e outras sanções administrativas.

A declaração é realizada por meio dos sistemas estaduais de defesa agropecuária — alguns com opção online, outros apenas presencialmente. O conteúdo do formulário varia, mas em geral exige: quantidade de animais, por espécie, faixa etária, finalidade de produção e município da propriedade.

A declaração é utilizada pelos órgãos estaduais para o monitoramento da saúde animal, prevenção de doenças e planejamento de campanhas sanitárias. Também é um dos instrumentos que asseguram a rastreabilidade dos rebanhos e a manutenção do status sanitário necessário para o acesso a mercados internacionais.

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Estados com prazo até 30 de junho:

  • Acre

  • Alagoas

  • Amapá

  • Ceará

  • Espírito Santo

  • Goiás

  • Maranhão

  • Mato Grosso

  • Minas Gerais

  • Paraíba

  • Paraná

  • Piauí

  • Rio Grande do Sul

  • Santa Catarina

  • São Paulo

  • Sergipe

  • Distrito Federal

Prazos diferentes:

  • Tocantins: até 10 de junho

  • Pará: até 13 de junho

  • Bahia e Amazonas: até 15 de junho

Outros estados, como Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Roraima, Rondônia e Rio Grande do Norte, já encerraram a primeira etapa do ciclo de declaração em maio.

A não realização da declaração dentro do prazo pode resultar em sanções administrativas, multas e impedimento na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais entre propriedades ou para o abate.

Mesmo os produtores que não possuam rebanhos atualmente devem comunicar a situação às autoridades, a fim de manter o cadastro atualizado. O envio correto e dentro do prazo também evita pendências que possam afetar financiamentos e programas públicos voltados ao setor pecuário.

Produtores devem procurar os escritórios das agências de defesa agropecuária de seus estados ou acessar os sistemas oficiais para preencher o formulário com as informações exigidas, como número de animais, espécie, idade, finalidade e município onde se encontram. Cada estado define os próprios procedimentos e exigências.

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A recomendação é não deixar para a última hora. Em caso de dúvida, é possível consultar a equipe técnica da agência de defesa agropecuária mais próxima ou os canais digitais das secretarias estaduais.

Fique atento:

  • Mesmo sem movimentação de animais, a declaração é obrigatória.

  • A falta de envio pode travar a emissão de GTA e restringir atividades da propriedade.

  • Organize as informações com antecedência: quantidade, espécies, idade e finalidade produtiva.

  • Em caso de dúvidas, procure a agência local.

Fonte: Pensar Agro

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Planejamento forrageiro antecipado ganha força na pecuária diante da volatilidade do mercado

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Diante de um cenário de instabilidade econômica e oscilações nos preços agropecuários, o planejamento forrageiro antecipado tem se consolidado como uma estratégia essencial na pecuária. Um bom projeto de pastagem passa a ser visto como ferramenta fundamental para garantir eficiência produtiva, reduzir custos e mitigar riscos ao longo do ciclo produtivo.

O avanço desse planejamento integrado também reforça a importância da gestão estratégica dentro das propriedades rurais. Ao considerar fatores financeiros, econômicos e climáticos, o produtor consegue tomar decisões mais assertivas, antecipar riscos, otimizar recursos e aproveitar melhor as oportunidades de mercado. Esse modelo de gestão contribui para maior previsibilidade da produção, controle de custos e resiliência frente às oscilações, fortalecendo a fazenda como uma empresa rural mais eficiente e competitiva.

Formação de pastagens exige planejamento prévio antes do período chuvoso

Mais do que uma etapa operacional, o planejamento da fazenda deve ser encarado como ponto de partida, especialmente quando se trata da formação de pastagens. No Brasil, o plantio de forrageiras ocorre, em grande parte das regiões, com o início das chuvas entre setembro e outubro, o que torna o período atual o momento ideal para iniciar o planejamento.

Essa antecipação permite organizar com mais eficiência a compra de insumos e a correção do solo, garantindo que todas as etapas estejam alinhadas antes do início da implantação no campo.

Escolha da cultivar e estratégia produtiva são etapas decisivas

Segundo a zootecnista, mestranda em Forragicultura e Pastagens e coordenadora de P&D da SBS Green Seeds, Lara Gabriely Silva Moura, o primeiro passo para uma pastagem bem-sucedida é definir claramente a estratégia produtiva.

Essa etapa envolve a escolha da cultivar mais adequada, levando em consideração fatores como regime de chuvas, tipo de solo, nível de fertilidade e capacidade de manejo da propriedade. Forrageiras mais exigentes em nutrientes, por exemplo, demandam sistemas mais tecnificados e manejo mais rigoroso, além de animais capazes de converter esse potencial em produtividade, seja de carne ou leite.

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Condições de solo e clima influenciam diretamente o desempenho da pastagem

Aspectos edafoclimáticos também são determinantes na escolha das forrageiras. Características como textura do solo (arenoso ou argiloso), relevo, risco de alagamentos e condições climáticas impactam diretamente o desenvolvimento das pastagens.

A partir dessa análise, a correção do solo se torna etapa indispensável, com uso de insumos como calcário e gesso agrícola. O respeito ao tempo de cada etapa também é fundamental, especialmente na calagem, que depende de aproximadamente 300 mm de chuva para reagir adequadamente no solo.

Decisões planejadas e bem estruturadas aumentam significativamente as chances de sucesso na implantação da pastagem.

Qualidade das sementes é fator determinante para o estabelecimento da pastagem

A aquisição de sementes de alta qualidade é outro ponto essencial para garantir um estabelecimento uniforme e produtivo da pastagem.

De acordo com a especialista, o suporte técnico começa antes mesmo da compra, com a análise das características da propriedade e dos objetivos do produtor. A partir disso, são indicadas as cultivares mais adequadas às necessidades específicas de cada sistema.

Entre os principais critérios considerados estão a localização da fazenda, o índice pluviométrico, o nível de fertilidade do solo e o grau de tecnificação da propriedade. Quanto maior o nível tecnológico, maior o potencial de uso de forrageiras mais produtivas, o que exige também manejo adequado, especialmente no controle de altura de pastejo.

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A recomendação também varia conforme a categoria animal — bovinos, ovinos ou equinos — e o objetivo da produção, como pastejo direto, produção de feno ou silagem.

Tecnologia e inovação impulsionam o planejamento forrageiro

O uso de tecnologia tem contribuído para tornar o planejamento forrageiro mais eficiente. Um dos destaques é o desenvolvimento de mixes personalizados de sementes, formulados a partir de análises técnicas específicas de cada propriedade.

Na prática, são realizadas avaliações em campo para criação de misturas sob medida, que além de aumentar a assertividade dos resultados, também funcionam como áreas demonstrativas de tecnologia.

Outro avanço é a entrega desses mixes já prontos e balanceados diretamente ao produtor, eliminando a necessidade de mistura na fazenda e reduzindo erros operacionais durante o plantio, um problema ainda comum no campo.

Sementes piratas representam risco à produtividade e ao solo

Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios como a comercialização de sementes piratas. Esses materiais, muitas vezes sem procedência garantida, apresentam baixa taxa de germinação e podem estar contaminados com sementes de plantas daninhas ou materiais inertes.

Na prática, o uso dessas sementes pode comprometer o estabelecimento da pastagem, aumentar a infestação de plantas invasoras, elevar a exposição do solo à erosão e gerar custos adicionais com replantio e controle corretivo.

O uso de sementes de baixa qualidade compromete todo o sistema produtivo. Por isso, especialistas reforçam a importância de investir em materiais certificados e iniciar o planejamento com antecedência, garantindo que, no início das chuvas, todas as etapas estejam alinhadas para uma implantação eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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