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Produtores de cana conquistam inclusão de açúcar refinado e cota europeia no Consecana-PE com novo bônus financeiro

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Consecana-PE aprova novas regras para o cálculo do preço da cana

Em meio à forte crise no setor sucroenergético, o Conselho de Produtores de Cana e Indústrias de Açúcar e Etanol de Pernambuco (Consecana-PE) realizou, nesta segunda-feira (10), uma reunião decisiva para redefinir os parâmetros de composição do preço da cana-de-açúcar no estado.

O encontro, que reuniu representantes de produtores e usinas, marcou um avanço importante após diversas rodadas de negociação. As entidades AFCP (Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco) e Sindicape (Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco) conseguiram aprovar medidas que devem reduzir o impacto da queda dos preços provocada, principalmente, pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o açúcar brasileiro.

Açúcar refinado e cota europeia entram na fórmula do Consecana

Entre as conquistas obtidas pelos produtores está a inclusão do açúcar refinado e da cota europeia na composição do preço da cana. Essas mudanças passam a valer de forma permanente, beneficiando também as próximas safras.

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Segundo as entidades, a diferença entre o valor do açúcar VHP (Very High Polarization) e o açúcar refinado será considerada no cálculo, tornando o modelo mais justo e alinhado à realidade de mercado. A inclusão da cota europeia também trará ganhos adicionais quando houver exportações destinadas a esse mercado, que costuma pagar valores mais altos pelo produto.

Produtores terão bonificação variável de até R$ 5 por tonelada

Outro ponto aprovado na reunião foi a criação de uma bonificação extra para os fornecedores de cana que recebem até R$ 23 de bonificação regular. O Sindaçúcar, entidade que representa as usinas, aceitou a proposta apresentada pelos produtores, estabelecendo um bônus adicional de R$ 5 por tonelada, ajustado conforme a cotação do açúcar VHP.

De acordo com o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, a fórmula considera a subtração do valor do VHP do bônus fixo. Em outubro, o VHP foi de R$ 0,98, resultando em um bônus de R$ 4,02 (R$ 5 – R$ 0,98). Já na simulação de novembro, com o VHP em R$ 2,43, o bônus ficou em R$ 2,57.

“A nova bonificação já está valendo e passa a integrar o preço da cana. É um valor variável, pois depende das oscilações no mercado do açúcar”, explicou Lima, que também representa os produtores no Consecana.

Nova presidência é eleita para o Consecana-PE

Ao final da reunião, o Consecana-PE também realizou a eleição da nova diretoria para o próximo biênio. Alexandre Andrade Lima, até então vice-presidente, foi eleito presidente do Conselho, enquanto Renato Cunha, que ocupava a presidência, assumiu o cargo de vice-presidente.

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A nova gestão deverá conduzir as discussões sobre preços, políticas de remuneração e sustentabilidade econômica do setor, em um momento desafiador para a cadeia sucroalcooleira do Nordeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indicador do Boi Datagro chega ao Rio Grande do Sul e será lançado oficialmente na Expointer 2026

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O Rio Grande do Sul passará a integrar oficialmente o Indicador do Boi Datagro, uma das principais referências de preços da pecuária brasileira. O lançamento da ferramenta no estado está programado para ocorrer durante a Expointer 2026, consolidando a presença do indicador em uma das regiões mais tradicionais da produção pecuária nacional.

O anúncio foi feito pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, durante a sexta etapa do Circuito do Indicador do Boi Datagro na Estrada, realizada nesta terça-feira (10), na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre.

O encontro reuniu pecuaristas, lideranças do setor, representantes da indústria frigorífica e especialistas de mercado para discutir tendências, formação de preços e ferramentas de gestão para a atividade pecuária.

Ferramenta amplia transparência para o mercado gaúcho

Segundo Cairoli, a chegada do Indicador do Boi Datagro representa um importante avanço para a profissionalização da pecuária no estado.

“O produtor rural está cada vez mais inserido em uma lógica empresarial. Na pecuária, esse movimento ainda pode avançar mais, e o indicador contribuirá para oferecer segurança, transparência e suporte na tomada de decisões”, destacou.

Atualmente, o Indicador do Boi Datagro já opera em importantes estados produtores, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Rondônia e Tocantins. Com a inclusão do Rio Grande do Sul, a ferramenta amplia sua abrangência e fortalece sua representatividade nacional.

Rio Grande do Sul ganha protagonismo na formação de preços

Para o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann, a entrada do estado no sistema era um passo necessário diante da relevância da pecuária gaúcha para o cenário nacional.

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Segundo ele, a coleta sistemática de informações permitirá maior consistência nos dados de mercado, beneficiando tanto produtores locais quanto agentes de outras regiões do país.

“O Rio Grande do Sul é um dos principais polos pecuários do Brasil. Com sua integração ao indicador, o mercado nacional passa a contar com informações ainda mais completas sobre a produção brasileira”, afirmou.

Farsul destaca importância estratégica da iniciativa

O presidente da Farsul, Domingos Velho, participou da abertura do evento e ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da cadeia pecuária estadual.

De acordo com ele, a presença do Rio Grande do Sul em projetos nacionais de inteligência de mercado contribui para ampliar a competitividade do setor e reforçar o papel do estado como protagonista na produção de carne bovina.

Datagro aposta na aproximação com a pecuária gaúcha

O líder da área de Pecuária da Datagro, João Otávio de Assis Figueiredo, destacou que a expansão do indicador para o Sul do país faz parte da estratégia de aprimoramento das informações disponibilizadas ao mercado.

Segundo ele, a proposta é desenvolver indicadores alinhados às necessidades reais dos produtores, frigoríficos e demais participantes da cadeia da carne bovina.

“Estamos muito entusiasmados com essa aproximação. Nosso objetivo é entregar informações que façam sentido para o mercado e contribuam para decisões cada vez mais assertivas”, afirmou.

Mercado futuro do boi gordo ganha espaço entre pecuaristas

Além da apresentação do projeto, a programação contou com um curso voltado ao mercado futuro do boi gordo, tema que vem ganhando importância entre os produtores que buscam reduzir riscos e garantir maior previsibilidade de receita.

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O painel foi conduzido pelo economista e analista de pecuária da Datagro, Lucas Enrico Schilling Möller, que apresentou estratégias de utilização da bolsa de valores como instrumento de proteção de preços.

Segundo o especialista, tão importante quanto alcançar eficiência produtiva dentro da fazenda é garantir rentabilidade na comercialização dos animais.

“Cuidar do lucro da porteira para dentro é fundamental, mas assegurar o resultado da porteira para fora tornou-se igualmente importante diante da volatilidade dos mercados”, explicou.

Corretoras reforçam papel na gestão de risco da pecuária

O evento também promoveu um debate com corretoras parceiras da Datagro, que apresentaram soluções e esclareceram dúvidas sobre operações de hedge e comercialização no mercado futuro do boi gordo.

A iniciativa buscou aproximar os pecuaristas das ferramentas financeiras disponíveis para proteção contra oscilações de preços, estratégia cada vez mais utilizada por produtores que buscam maior previsibilidade e segurança na gestão dos negócios.

Com a chegada do Indicador do Boi Datagro ao Rio Grande do Sul, a expectativa do setor é fortalecer a transparência na formação dos preços da arroba, ampliar o acesso a informações estratégicas e contribuir para uma pecuária mais moderna, profissional e conectada às dinâmicas do mercado nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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