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Produtores de leite terão encontro voltado à produtividade e gestão

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Treze de Maio (cerca de 160 km da capital, Florianópolis), no Sul de Santa Catarina, recebe nesta terça-feira (20.05) a 20ª edição do Encontro Municipal dos Produtores de Leite (Emproleite), evento voltado à cadeia leiteira que deve reunir produtores rurais, técnicos, cooperativas e lideranças do setor para discutir produtividade, manejo, clima e políticas públicas para a atividade.

Organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em parceria com a prefeitura do município, o encontro chega à 20ª edição em um momento de forte pressão sobre os custos de produção e maior busca por eficiência nas propriedades leiteiras.

Santa Catarina produz cerca de 3,2 bilhões de litros de leite por ano e ocupa posição entre os maiores produtores do país, mesmo com propriedades menores que a média nacional. A atividade tem forte peso econômico no Oeste e no Sul do estado, onde milhares de pequenas propriedades familiares dependem diretamente da pecuária leiteira como principal fonte de renda. Em municípios como Treze de Maio, o leite sustenta cooperativas, agroindústrias, comércio local e boa parte da economia rural.

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A programação técnica deste ano terá foco em temas ligados diretamente ao dia a dia das propriedades. Entre os destaques estão palestras sobre produção de silagem de alta qualidade, planejamento climático para a próxima safra, bem-estar animal e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia leiteira.

O encontro também deve discutir estratégias para elevar produtividade sem ampliar custos operacionais, uma das principais preocupações do setor diante da volatilidade do mercado de leite e dos custos com alimentação animal.

Além do conteúdo técnico, o Emproleite funciona como espaço de integração entre produtores, cooperativas, extensionistas e empresas ligadas à cadeia leiteira regional. A expectativa da organização é ampliar a troca de experiências práticas entre propriedades que vêm adotando novas técnicas de manejo e gestão.

Serviço

20º Emproleite — Encontro Municipal dos Produtores de Leite de Treze de Maio
Data: 20 de maio de 2026
Horário: a partir das 8h30
Local: Restaurante Colonial Du Nono — Comunidade de São Roque — Treze de Maio (SC)
Inscrições gratuitas até 19 de maio pelo WhatsApp: (48) 3631-9489 ou nos escritórios municipais da Epagri.

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Fonte: Pensar Agro

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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