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Projeto apoiado pelo MPA realizou curso de gestão pesqueira sustentável na Amazônia

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O projeto Pesca Artesanal e Extensão Pesqueira na Amazônia, da Universidade Federal do Pará, realizou o Curso de Educação para o Manejo Pesqueiro Sustentável: Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros, entre os dias 13 e 17 de setembro, na Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande, em Curuçá/PA, em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Instituto Mamirauá.

De acordo com a professora e coordenadora do projeto, Edna Alencar, a ação envolveu pescadores e pescadoras artesanais da região costeira e do estuário amazônico que desenvolvem diversas experiências de gestão pesqueira, como o manejo do camarão na modalidade acordo de pesca.

“O curso foi muito produtivo, pois trouxe uma tecnologia social de gestão pesqueira a partir das experiências do manejo do pirarucu, para replicar na região costeira. Ele também abordou a diversidade das espécies que estão em situação de vulnerabilidade e também as comunidades locais que têm interesse em fazer a gestão”, afirmou Edna.

Empoderamento das comunidades

Para a coordenadora do manejo e pesca do Instituto Mamirauá, Ana Claudia Torres, a atividade visou a questão da organização social e o empoderamento das comunidades. “Partimos da premissa que a organização social se aplica aos vários contextos das cadeias produtivas. Apresentamos algumas ferramentas e elementos, como o manejo do pirarucu que trouxe fortalecimento organizacional e tem contribuído para o empoderamento das comunidades e na formulação de políticas publicas”, destacou.

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A chefe de Divisão de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Eliane Alves, esteve presente no curso e contou como foi sua experiência nessa atividade. “Para mim, foi especialmente significativo participar do curso, pois foi no Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá que realizei meu estágio durante a graduação em Engenharia de Pesca. Agora, trabalhando na Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, poder acompanhar o desenvolvimento dessas iniciativas me enche de esperança de que estamos no caminho certo”, frisou.

Para Eliane, o manejo participativo e a autogestão da pesca são fundamentais para garantir os modos de vida e as práticas tradicionais da pesca artesanal, além de contribuir para a conservação dos recursos pesqueiros e a proteção das comunidades pesqueiras. “A formação teve foco na organização social como ferramenta essencial para a gestão participativa dos recursos pesqueiros. A partir do exemplo do manejo do pirarucu, cada pescadora e pescador pôde refletir sobre estratégias e caminhos possíveis para implementar a gestão participativa em seus territórios”, finalizou.

Programa Povos da Pesca Artesanal

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O projeto também tem contribuído para o pertencimento territorial dos pescadores e pescadoras artesanais e faz parte do projeto Saberes das Águas do Programa Povos da Pesca Artesanal. Para Eliane Alves, o programa Saberes das Águas tem contribuído significativamente para a pesca artesanal ao promover, por meio de cursos e oficinas, o fortalecimento das comunidades pesqueiras em várias regiões, em parceria com as universidades federais para subsidiar o Programa Nacional de Extensão Pesqueira Artesanal no país.

O Programa Povos da Pesca Artesanal, lançado pelo Governo Federal, é uma iniciativa histórica voltada exclusivamente para pescadoras e pescadores artesanais, visando fortalecer suas comunidades e territórios. Este programa, liderado pelo MPA, surge da necessidade de políticas públicas que respeitem e promovam os modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras, que representam uma significativa parcela da população brasileira, especialmente nas regiões Nordeste e Norte, onde predominam pescadores negros, indígenas e quilombolas.

Clique aqui e saiba mais sobre o Povos da Pesca Artesanal.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Embrapa lança projeto estratégico para acelerar transição energética e ampliar produção de biocombustíveis no Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária deu início a um projeto estratégico voltado à aceleração da transição energética no agronegócio brasileiro. Batizada de Bioinova, a iniciativa integra cinco unidades de pesquisa da estatal para desenvolver tecnologias capazes de transformar biomassa e resíduos agroindustriais em combustíveis renováveis, bioenergia e insumos de base biológica.

Com investimento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos, o projeto terá duração de três anos e prevê dez metas voltadas à produção sustentável de energia, redução de emissões e fortalecimento da competitividade da agricultura brasileira no cenário global de baixo carbono.

Participam da iniciativa a Embrapa Agroenergia, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Trigo.

Projeto aposta em economia circular e biorrefinarias tropicais

Segundo a Embrapa, o Bioinova foi estruturado para acelerar soluções integradas de descarbonização da economia a partir da agricultura. O foco está no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de novos combustíveis e bioprodutos com menor impacto ambiental.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, afirma que o projeto busca ampliar a capacidade científica e tecnológica da instituição em áreas consideradas estratégicas para o futuro energético do país.

Entre as rotas tecnológicas prioritárias estão o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano, etanol de novas matérias-primas e bioinsumos agrícolas.

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A proposta também incorpora conceitos de economia circular em biorrefinarias tropicais, utilizando resíduos gerados na cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões e aumentar a sustentabilidade dos processos produtivos.

Bioinova terá foco em SAF, biohidrogênio e novas matérias-primas

O projeto atuará em diferentes frentes tecnológicas para ampliar a oferta de matérias-primas renováveis e acelerar processos industriais ligados à bioenergia.

Entre as principais metas previstas estão:

  • Desenvolvimento de canola tropical adaptada às condições brasileiras para produção de biodiesel, diesel renovável e SAF;
  • Produção de bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais;
  • Desenvolvimento de microbiomas semiartificiais voltados à produção sustentável de biomassa em áreas sujeitas à seca e salinidade;
  • Criação de compostos derivados de lignina para uso agrícola;
  • Novos processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas;
  • Produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão;
  • Desenvolvimento de hidrocarbonetos renováveis para combustível sustentável de aviação;
  • Modelagens de sustentabilidade ambiental e econômica das tecnologias;
  • Uso de inteligência artificial e biotecnologia avançada em culturas energéticas;
  • Desenvolvimento de extratos biocidas para controle de nematoides em cultivos voltados à bioenergia.

O pesquisador Guy de Capdeville, líder do Bioinova, destaca que a iniciativa foi concebida para conectar o campo às novas rotas tecnológicas da bioeconomia e dos combustíveis renováveis.

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Modernização da infraestrutura e contratação de pesquisadores

Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê forte modernização da infraestrutura de pesquisa da Embrapa, incluindo aquisição de equipamentos estratégicos, ampliação da capacidade analítica e fortalecimento das estruturas multiusuárias.

O projeto também prevê contratação de aproximadamente 30 profissionais entre pesquisadores, cientistas, estudantes de graduação e pós-graduação.

Segundo a Embrapa, os investimentos em infraestrutura e manutenção serão fundamentais para acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a conexão entre pesquisa científica e setor produtivo.

Agricultura ganha protagonismo na transição energética

A expectativa da Embrapa é ampliar significativamente o portfólio nacional de soluções em biocombustíveis avançados, biogás, biometano, bioinsumos e matérias-primas renováveis.

Além de contribuir para a descarbonização das cadeias agroindustriais, o projeto busca fortalecer a segurança energética, ampliar a competitividade brasileira em mercados de baixo carbono e fornecer suporte técnico para formulação de políticas públicas ligadas à transição energética.

Ao final dos três anos, a instituição pretende entregar tecnologias validadas com análises completas de desempenho, sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e impactos de ciclo de vida, fortalecendo o papel da agricultura brasileira como fornecedora estratégica de energia renovável e soluções de baixo carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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