Cuiabá

Projeto de Lei que garante acolhimento a mães de vítimas de crimes violentos é aprovado na Câmara de Cuiabá

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Mais uma proposta foi aprovada em segunda votação e segue para sanção. Outras duas proposições da vereadora Katiuscia Manteli também avançaram na sessão desta terça-feira.
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, nesta terça-feira (14), em segunda votação, o Projeto de Lei Complementar de autoria da vereadora Katiuscia Manteli (PSB), que amplia a atuação do Espaço de Acolhimento à Mulher nas unidades da rede municipal de saúde. O projeto garante atendimento humanizado a mães que perderam seus filhos vítimas de crimes violentos, acidentes de trânsito, suicídio ou que estão desaparecidos.
O objetivo é oferecer apoio psicológico e encaminhamento especializado a essas mulheres, que frequentemente enfrentam o luto de forma solitária e sem o devido acompanhamento por parte do poder público.
“Essa proposta nasce de um olhar sensível para a dor das mães, que são vítimas vivas, e que podemos alcançar enquanto poder público. É preciso garantir acolhimento e cuidado diante de perdas tão profundas. A saúde emocional dessas mulheres também é responsabilidade do município”, destacou a vereadora.
De acordo com o texto aprovado, o atendimento será realizado tanto por demanda espontânea quanto por meio de busca ativa, permitindo que a equipe do Espaço de Acolhimento atue de forma preventiva sempre que tomar conhecimento de novos casos, seja por fontes oficiais ou pela imprensa. O serviço deverá ser sigiloso, contínuo e disponível 24 horas por dia.
A parlamentar reforça que o projeto evidencia a responsabilidade do poder público diante da dor profunda vivida por essas mulheres, ajudando na retomada de suas vidas. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, somente em 2023 foram registradas 982 mortes violentas e 891 óbitos em acidentes de trânsito, impactando diretamente centenas de famílias cuiabanas.
Mais três projetos avançam
Além do projeto que garante atendimento a mães em situação de luto, mais uma proposta da vereadora Katiuscia Manteli foi aprovada em segunda votação e segue para sanção do prefeito Abilio Brunini (PL). Outros dois Projetos de Lei também avançaram na sessão desta terça-feira.
O segundo projeto aprovado em segunda votação obriga estabelecimentos comerciais que vendem plantas em Cuiabá a fixarem cartazes informativos sobre espécies tóxicas para animais domésticos. A medida, que visa prevenir acidentes e proteger os pets, orientando tutores sobre os riscos presentes em espécies ornamentais populares, foi elogiada pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania).
“Parabéns, vereadora, pela iniciativa. Pode parecer simples, mas é extremamente importante. Precisamos pensar nesses ajustes para a convivência social. Há muitas pessoas bem-intencionadas que acolhem animais sem conhecer os riscos, e a efetivação desta lei pode prevenir acidentes”, afirmou o parlamentar.
Duas propostas em primeira votação
Outras duas proposições da vereadora Katiuscia Manteli foram aprovadas em primeira votação.
A primeira declara como Patrimônio Cultural Imaterial a tradicional Festa do Senhor Divino Espírito Santo, realizada há quase dois séculos na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A medida busca reconhecer oficialmente a importância cultural e religiosa da celebração para a identidade cuiabana.
A segunda proposta institui a Política Municipal de Gestão Compartilhada das Áreas Públicas de Uso Comum, prevendo a colaboração entre o poder público, a comunidade e a iniciativa privada para revitalização de praças, parques, ruas e jardins da cidade. O objetivo é promover o uso sustentável e fortalecer o senso de pertencimento da população em relação aos espaços urbanos. Ambas seguem agora para a segunda votação.

Da Assessoria – Vereadora Katiuscia Manteli

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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