Política Nacional

Projeto inclui terapia assistida por animais no SUS

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O Projeto de Lei 6319/25 altera a Lei Orgânica da Saúde para incluir a terapia assistida por animais entre os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida visa promover a recuperação da saúde e auxiliar na superação de barreiras por pessoas com deficiência. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto, a terapia assistida por animais compreende duas modalidades principais. A primeira envolve procedimentos conduzidos por profissionais de saúde, como fisioterapeutas e psicólogos, com a participação de animais. A segunda refere-se à disponibilização de animais de serviço, treinados para auxiliar pessoas em suas necessidades diárias sem supervisão constante, como cães-guia.

Regras e deveres
A proposta estabelece que a oferta desses serviços dependerá de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, que deverão avaliar a eficácia, a segurança e o custo-efetividade dos tratamentos.

Para ter acesso a um animal de serviço financiado pelo SUS, o paciente precisará cumprir requisitos específicos, como:

  • enquadrar-se nas situações previstas pelos protocolos clínicos;
  • assumir a responsabilidade civil pela guarda e bem-estar do animal;
  • garantir cuidados de saúde, incluindo alimentação, vacinação e acompanhamento veterinário; e
  • manter o treinamento do animal.
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O projeto também prevê a devolução do animal ao órgão responsável em casos de maus-tratos, incapacidade do animal ou alteração nas condições de saúde do paciente.

Justificativa
O autor do projeto, deputado Rodrigo de Castro (União-MG), argumenta que, exceto pela equoterapia (terapia com cavalos), o Brasil ainda carece de regulamentação ampla sobre o uso terapêutico de animais. Segundo ele, a presença de animais pode reduzir a ansiedade, facilitar a comunicação e motivar pacientes em tratamentos físicos e psicológicos.

“Os animais não são meros assistentes, mas parceiros fundamentais para a inclusão plena e a participação social”, afirma o deputado.

Próximos passos
O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão de Trabalho debate situação do Instituto do Câncer e de seus servidores

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A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debate, nesta terça-feira (9), o orçamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a recomposição de seu quadro de servidores permanentes.

A reunião será realizada às 14 horas no plenário 8.

A audiência foi sugerida pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Segundo a deputada, o instituto não realiza concurso público desde 2014 e depende de contratos temporários para parte de suas atividades. Ela afirma que o Inca já perdeu 1 mil servidores efetivos, o que representa 26% de sua força de trabalho.

Alice Portugal reconhece a importância das contratações temporárias em situações de emergência, mas ressalta que o atendimento especializado de alta complexidade exige a fidelização de profissionais.

“Não é admissível manter uma instituição pública com a excelência de um Inca funcionando com mais de 1/4 de seus servidores com contratos temporários, sem uma vinculação institucional com o órgão”, critica.

O Inca
Fundado em 1937, o Inca é uma instituição de referência em pesquisa, ensino, prevenção, tratamento e controle do câncer no Brasil.

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O instituto está vinculado ao Ministério da Saúde. Suas unidades hospitalares integram o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecem tratamento integral às pessoas que têm câncer.

“Além disso, seu setor de prevenção é responsável por dados estatísticos e geração de conhecimentos de fatores de risco orientadores de políticas nacionais de prevenção ao câncer, que são valiosíssimos para o país”, acrescenta a deputada.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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