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Promebo e Sebrae subsidiam testes genômicos e de ultrassonografia para acelerar melhoramento genético do gado

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A Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), em parceria com o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) e o Sebrae, irá subsidiar testes genômicos e de ultrassonografia de carcaça. A ação tem como objetivo oferecer aos criadores uma oportunidade de investir no melhoramento genético do rebanho, utilizando tecnologias avançadas de avaliação de desempenho.

Segundo Silvia Freitas, superintendente de Registro Genealógico da ANC, todas as raças avaliadas pelo Promebo serão contempladas. “Nosso projeto visa ampliar o uso dessas importantes ferramentas, que são a ultrassonografia de carcaça e a genômica. São técnicas que podem e devem ser utilizadas por todas as raças que utilizam dados do Promebo”, destacou.

Ultrassonografia de carcaça terá aplicação em larga escala

A ultrassonografia de carcaça já é utilizada por alguns criadores, mas a iniciativa busca ampliar significativamente seu uso, reunindo maior volume de dados para permitir uma seleção genética mais eficiente. O objetivo é qualificar ainda mais as raças em termos de produção de carne, tornando o processo mais preciso e estratégico.

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Genômica acelera avaliação de características difíceis de medir

A genômica permite antecipar resultados de características complexas, como resistência a carrapato e eficiência alimentar, sem precisar esperar pelo ciclo completo de nascimento e avaliação dos animais e de seus descendentes.

“Com a genômica, a partir do momento em que o animal nasce, já é possível prever o desempenho genético e identificar quais características ele terá resultados positivos”, explica Silvia Freitas. A estratégia também visa formar uma população de referência, contando com a adesão da maioria dos criadores do estado.

Regras e abrangência do programa

A parceria será válida apenas para propriedades com inscrição estadual no Rio Grande do Sul, sem limite de envio de amostras, permitindo que os criadores enviem quantos animais desejarem para avaliação genômica ou ultrassonográfica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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