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Promotora defende importância do debate sobre violência doméstica

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A promotora de Justiça Ana Flávia de Assis Ribeiro, da 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), destacou a importância do debate sobre os índices alarmantes de feminicídio e violência doméstica em Mato Grosso, na tarde de segunda-feira (15), durante audiência pública. Segundo ela, discutir o tema é essencial para conscientizar a sociedade e prevenir os diversos tipos de violência. “Quanto mais essa pauta for levantada, mais esperamos que pessoas sejam conscientizadas sobre a importância de debater a violência doméstica. O feminicídio é o extremo, mas começa muito antes, no primeiro sinal de agressão, no primeiro sinal de abuso. Precisamos trabalhar uma gama de fatores que evitem não só o feminicídio, mas também as lesões, os abusos psicológicos e todas as violências”, afirmou.Ana Flávia ressaltou ainda que o Ministério Público tem abraçado a causa e que, em Rondonópolis, as promotorias do júri e de violência doméstica atuam de forma conjunta para dar visibilidade ao problema e fortalecer o enfrentamento. A audiência pública foi promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na Câmara Municipal de Rondonópolis, por iniciativa da deputada estadual Edna Sampaio (PT), e integra uma série de encontros realizados em diferentes regiões do estado com o objetivo de ampliar o diálogo sobre o tema. A primeira ocorreu em Cuiabá, e a próxima será realizada em Cáceres, na quinta-feira (18), reafirmando o compromisso do Parlamento estadual com a proteção das mulheres mato-grossenses.Segundo a deputada Edna Sampaio, o objetivo das audiências é dar espaço à escuta da população, compreender o impacto real da violência e construir caminhos coletivos. “Essa luta vai além de ações pontuais. Precisamos de políticas públicas duradouras, com foco na prevenção e na promoção da igualdade. A violência contra a mulher é reflexo da desigualdade de poder e da cultura machista. E só com mais mulheres nos espaços de decisão poderemos mudar essa realidade”, concluiu.(Com informações da ALMT)Fotos: Helder Faria | Secretaria de Comunicação Social.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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