Ministério Público MT

Promotores do MPMT recebem medalha honorífica do 23º BPM

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participou, nesta terça-feira (24), da cerimônia de entrega de medalhas honoríficas do 23º Batalhão da Polícia Militar, vinculado ao Comando Regional 10, realizada em São Félix do Araguaia, na região do Vale do Araguaia. O evento homenageou integrantes das forças de segurança pública e parceiros institucionais que se destacam pelo apoio e atuação em prol da segurança na região, entre eles dois promotores de Justiça do MPMT, além de policiais militares e civis.Durante a solenidade, o promotor de Justiça de Ribeirão Cascalheira, Marco Antônio Prado Nogueira Perroni, ressaltou a importância do trabalho desempenhado diariamente pelos policiais militares. “Eu não consigo imaginar o quão mais difícil é o trabalho desses policiais militares que estão na linha de frente. É o trabalho dos senhores diuturno que torna possível as pessoas de bem saírem de casa para trabalhar”, afirmou.O promotor de Justiça de São Félix do Araguaia, Thiago Matheus Tortelli, destacou a atuação integrada entre as instituições. “No que concerne ao Ministério Público, podem contar conosco. O dever de fiscalizar deve ser exercido em consonância com a interinstitucionalidade. Quando as instituições não trabalham juntas, de mãos dadas, quem se beneficia é a criminalidade e quem sofre é a população”, pontuou.Idealizador da honraria, o major da Polícia Militar Brito explicou o simbolismo da medalha entregue aos homenageados. “Nós policiais militares somos muito apegados a símbolos. Por isso a ideia foi essa, fazer a simbologia de uma moeda honorífica”, disse.O tenente-coronel PM Jeferson, comandante adjunto do Comando Regional 10, destacou o comprometimento dos profissionais que atuam no Vale do Araguaia. Segundo ele, “existe um grande profissionalismo, uma excelente dedicação pela parte das autoridades civis e militares que muito bem têm desempenhado os papéis na região”.A moeda honorífica do 23º BPM simboliza o reconhecimento institucional àqueles que colaboram de forma efetiva para a promoção da ordem pública e o fortalecimento da atuação integrada entre as forças de segurança e o Ministério Público no norte do estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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