Ministério Público MT

Promotores expõem dificuldades para garantir educação inclusiva em MT

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A inclusão da criança com deficiência nas escolas da rede pública e privada, em Mato Grosso, enfrenta sérios desafios. As dificuldades passam por ausência de estrutura física e de pessoal especializado na capital e interior do estado, falta de acessibilidade, descumprimento da legislação, entre outras questões. O assunto foi discutido nesta quarta-feira (04), em reunião realizada entre os promotores de Justiça que atuam na defesa da cidadania.

O encontro, promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania e do Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, teve como objetivo abrir espaço para ouvir os promotores de Justiça sobre as dificuldades encontradas e, juntos, buscar alternativas e formas de alinhamento de atuação. Ao todo, 96 integrantes do MPMT participaram da discussão.

“Nós temos como prioridade no nosso planejamento estratégico o projeto Abraçando as Diferenças. Queremos escutar os promotores de Justiça que estão na ponta sobre as dificuldades encontradas para garantir a educação inclusiva e buscar uma sinergia. Não queremos impor o planejamento estratégico, mas escutar e trazer as melhores ideias para serem catalisadoras da execução do planejamento com efetividade e sucesso para a sociedade”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.

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Segundo ele, além das ações pontuais que estão previstas na execução do “Abraçando as Diferenças”, como a realização de uma pesquisa estadual para elaboração de um diagnóstico sobre o atendimento às pessoas com deficiência nas escolas, o Ministério Público iniciará processo de articulação junto ao Governo do Estado para elaboração e efetivação de política pública da pessoa com deficiência.

“A exemplo do que fizemos com o projeto Cibus, para garantir a implementação  de uma política estadual de enfrentamento à insegurança alimentar, vamos promover uma articulação junto ao Governo do Estado para assegurarmos uma política voltada à educação inclusiva”, adiantou o procurador de Justiça.

Durante a reunião, a promotora de Justiça que atua em Rondonópolis, Patrícia Eleutério Dower, destacou que “a educação inclusiva não deve ser uma ilha na escola. O serviço de atendimento especializado não deve ser um braço, mas um serviço transversal”, ressaltou.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional da Educação, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, reforçou a importância da implementação da política pública estadual da pessoa com deficiência. “A solução de grande parte das dificuldades encontradas depende de orçamento e está relacionada diretamente à gestão de uma política em âmbito estadual”, afirmou.

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Abraçando as Diferenças – Para assegurar a ampliação da oferta e qualidade do atendimento educacional especializado sob a perspectiva da educação inclusiva, o projeto propõe a realização de diagnóstico, articulação, capacitações e sensibilizações. O primeiro passo será o levantamento da realidade local, com o refinamento e transparência dos dados, quanto ao quantitativo e desempenho dos alunos da educação inclusiva.

Terminada esta fase, o projeto sugere a articulação entre o MP e a sociedade civil para elaboração do plano de capacitação e das políticas estadual e municipais de educação inclusiva com fomento à destinação de recurso orçamentário específico.

O projeto prevê ainda o fomento à formação e capacitação permanente dos profissionais da educação inclusiva das redes estadual, municipal e privada, além da sensibilização contínua da comunidade escolar para a educação inclusiva.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

VG se compromete a regularizar contratações na Saúde e na Educação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande firmou, nesta terça-feira (14), dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Município para garantir o respeito à ordem de classificação dos processos seletivos simplificados das secretarias municipais de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e de Saúde, além de promover a regularização de contratações temporárias realizadas em desacordo com os critérios dos certames. Os acordos foram assinados pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, pela prefeita Flávia Petersen Moretti, pelas secretárias Maria Fernanda Figueiredo e Valéria Aparecida Nogueira, e pelo procurador-geral do Município, Maurício Magalhães Faria Neto.Os acordos foram celebrados no âmbito de inquéritos civis instaurados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) após a identificação de indícios de contratações temporárias sem observância da ordem classificatória dos processos seletivos, bem como da manutenção de vínculos considerados irregulares. As medidas buscam corrigir as inconsistências apuradas, assegurar a convocação dos candidatos aprovados conforme a classificação obtida nos certames e fortalecer os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade na administração pública.Na área da Educação, a investigação apontou possível preterição de candidatos aprovados em processo seletivo, além da contratação de servidores sem submissão ao certame e falhas na transparência das informações relacionadas ao seletivo. Já na Saúde, o inquérito apurou a existência de contratações de servidores sem prévia participação em processo seletivo, bem como a atuação de profissionais com classificação posterior à última convocação, em possível desrespeito à ordem classificatória e aos direitos dos candidatos aprovados. Conforme os TACs, o município e as secretarias assumiram o compromisso de observar rigorosamente a ordem de classificação dos candidatos aprovados, abstendo-se de realizar contratações, admissões, prorrogações ou manutenção de vínculos temporários em desacordo com os resultados homologados dos seletivos. Também deverão promover o levantamento dos contratos temporários existentes, rescindir aqueles considerados irregulares e substituir os contratados por candidatos regularmente classificados. Os compromissários terão prazo de até 180 dias para cumprir as principais obrigações previstas nos acordos e apresentar a comprovação documental ao Ministério Público. Entre as medidas estabelecidas está ainda a ampliação da transparência, com a divulgação permanente e atualizada de informações sobre convocações, admissões, desistências, eliminações e reclassificações decorrentes dos processos seletivos. Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, os acordos têm como objetivo garantir o respeito aos princípios constitucionais da administração pública, especialmente a legalidade, a impessoalidade e a moralidade, assegurando que as vagas sejam preenchidas conforme a classificação obtida pelos candidatos nos processos seletivos. Os acordos também visam pôr fim às contratações irregulares identificadas durante as investigações e garantir igualdade de oportunidades aos participantes dos certames. Conforme os acordos, o descumprimento das obrigações resultará na aplicação de multa diária de R$ 5 mil, além da adoção de medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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