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Promotoria apura atuação de falso médico em Mirassol D’Oeste

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A 1ª Promotoria de Justiça de Mirassol D’Oeste (a 291 km de Cuiabá) instaurou uma notícia de fato para apurar uma denúncia sobre possível exercício irregular da medicina por um ex-servidor público do município de Laurentino (SC). O investigado, Roberto Misahel do Amaral, possui contrato firmado com a Prefeitura de Mirassol D’Oeste e estaria atuando ilegalmente nas unidades de saúde do município.De acordo com despacho ministerial assinado pela promotora de Justiça Natália Guimarães Ferreira, nesta quarta-feira (21), Roberto Misahel do Amaral já é investigado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelos mesmos crimes em outros dois procedimentos, sendo um deles relacionado à contratação feita pelo município mato-grossense.Segundo a denúncia registrada pelo MPSC, o investigado foi exonerado pela administração municipal de Laurentino (SC) em dezembro do ano passado, após responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) por exercício irregular da medicina.A Promotoria de Santa Catarina relatou que, durante a tramitação das investigações, surgiram suspeitas quanto à autenticidade dos documentos acadêmicos apresentados pelo investigado ao assumir o cargo público em Laurentino. Diante dessas suspeitas, duas universidades confirmaram ao MPSC que o então servidor não concluiu o curso de Medicina.O Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina (CRM-SC) também foi acionado e anulou a inscrição do investigado após uma das universidades informar a cassação do diploma de Roberto Misahel do Amaral por inconsistências documentais. Além do diploma de graduação, verificou-se que os certificados de mestrado e doutorado apresentados para assumir o cargo público também seriam falsos.Diante das denúncias, a promotora de Justiça solicitou que o gestor da Secretaria Municipal de Saúde de Mirassol D’Oeste preste esclarecimentos sobre a contratação do investigado. No mesmo despacho, determinou que a Promotoria de Justiça Criminal da comarca seja informada sobre a instauração da notícia de fato.“Considerando a conduta reiterada, fica o alerta aos demais municípios de Mato Grosso quanto à atuação criminosa do investigado”, destacou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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