Educação

Qualidade e equidade na educação infantil são debatidas na região Sul

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Começou, nesta quinta-feira, 7 de agosto, em Porto Alegre (RS), o Seminário Regional Sul sobre os Parâmetros Nacionais de Qualidade e Equidade da Educação Infantil. Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), o evento discutirá, até esta sexta-feira, 8 de agosto, estratégias de articulação para a governança federativa colaborativa da educação infantil. O encontro faz parte do Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade para a Educação Infantil (Conaquei) e está sendo transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube, das 9h às 18h.  

A proposta é articular os diferentes níveis de governo e mobilizar os atores locais em torno da implementação de políticas públicas para essa etapa da educação básica, garantindo o alinhamento entre União, estados e municípios. O encontro reúne cerca de 400 participantes dos três estados da região Sul — Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.  

Na abertura do seminário, o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Alexsandro Nascimento dos Santos, contou que já atuou na educação infantil, o que “era uma prova de fogo”, já que a formação recebida não era voltada para a área. “São muitos os desafios da prática que a gente vai enfrentar no cotidiano do exercício profissional”, afirmou. 

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O diretor ressaltou que a política pública de educação básica é protagonizada pelos estados e pelos municípios. Segundo ele, o MEC coordena, formula e assegura assistência técnica e financeira. Nesse sentido, é preciso fortalecer os estados e os municípios para que possam exercer a gestão pública no território.  

“Para garantir a qualidade da educação infantil não basta o compromisso dos municípios, porque os municípios dentro de um mesmo estado são muito desiguais. Os municípios precisam do apoio das secretarias estaduais para segurar a qualidade no território. Temos exemplos, aqui na região Sul, dos estados que já estão se envolvendo, construindo prédios de creches, garantindo a manutenção no primeiro ano e assegurando a formação dos professores, mas precisamos de mais engajamento e apoio dos estados”, observou. 

Programação Durante os dois dias, o seminário promoverá a troca de experiências entre gestores municipais e estaduais, apresentando iniciativas e estratégias que contribuam para a melhoria da qualidade e da equidade na oferta da educação infantil em todo o país. 

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O público do evento inclui representantes da SEB e de outras secretarias do MEC, de secretarias de educação estaduais e municipais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), dos fóruns de educação infantil em todos os níveis, da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de professores, gestores públicos e entidades da sociedade civil organizada. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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