Quinta do Olivardo tem pernoite em tonéis de vinho em São Roque (SP)
Se você tem nos planos viajar para regiões conhecidas pela vitivinicultura (e não faltam destinos dentro e fora do Brasil), é bem possível que também esteja fazendo isso de olho em provar os vinhos locais. Bem menos provável é que essa apreciação leve você a dormir em um tonel onde a bebida é produzida.
Pois saiba que essa experiência inusitada é possível – e é muito mais confortável do que pode parecer à primeira vista. Em São Roque,a pouco mais de 50 km de São Paulo, a Quinta do Olivardo oferece uma opção que vai além da gastronomia portuguesa pela qual a tasca é conhecida na capital (onde mantém um restaurante no Brooklin ): além da comida, o destino interiorano também opera como uma pousada com chalés e quartos em tonéis adaptados.
Antigos tonéis de 100 mil litros foram convertidos em quartos para a pousada Quinta do Olivardo/Divulgação
Dormir em tonel, que história é essa?
Como dá para imaginar, os tonéis não são barris de vinhos de tamanho regular que se acharia numa cave, mas gigantescas estruturas feitas para comportar até 100 mil litros da bebida durante a fase de produção. Com isso, cabem amenidades de sobra para transformar o lugar em um apartamento digno – todos na madeira original onde o vinho esteve no passado.
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Hoje, a Quinta do Olivardo conta com cinco tonéis preparados para receber hóspedes. O mais completo é o Tonel Uva Tinta Roriz, com capacidade para até quatro pessoas e adicionais como hidromassagem, lareira e uma varanda com vista para a cidade – além de todos os equipamentos de um bom quarto de hotel, como wi-fi, cama queen size, TV, frigobar e micro-ondas. As diárias saem por R$ 1.350 de segunda a quinta e R$ 1.450 de sexta a domingo.
No ambiente principal, madeira original do tonel é preservada Quinta do Olivardo/Divulgação
Há opções mais modestas – como o Tonel de Uva Chardonnay – por valores que ficam entre R$ 950 e R$ 1.050 a diária, conforme o momento da semana. Para quem quer visitar a Quinta sem a experiência de se hospedar nos tonéis de vinho, o espaço também disponibiliza chalés completos para 4 pessoas com diárias que vão de R$ 650 durante a semana a R$ 750 aos finais de semana.
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A Quinta do Olivardo dispõe ainda de uma área de lazer para crianças e piscina.
Por outro lado, se a sua ideia é só dar uma esticada em São Roquemas não pernoitar, a Quinta do Olivardo também proporciona uma boa jornada para quem aprecia vinho. Com vista para as parreiras ou em uma mesa estrategicamente posicionada à sombra delas, o bacalhau, a alheira e os pastéis de nata são apenas algumas das opções mais clássicas em um espaço que opera como um complexo gastronômico com opções variadas.
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Vinho dos Mortos é especialidade da casa Quinta do Olivardo/Divulgação
Recentemente, a Quinta ganhou um novo ambiente: o Senhor Vinho , que busca expandir os horizontes da culinária para outros países da Europa, além das tradicionais receitas portuguesas, abrindo de quarta a sexta para o jantar (das 17h às 22h) e aos sábados e domingos no dia todo (das 11h às 22h).
Não deixe de perguntar sobre as harmonizações com o “Vinho dos Mortos” , o mais famoso da casa, um tinto encorpado que passa por um processo de envelhecimento especial: seis meses enterrado na própria garrafa para reduzir a acidez, seguindo uma velha tradição lusitana.
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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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