Agro News

Rabobank estrutura operação de USD 20 milhões para acelerar transição sustentável no setor sucroenergético

Publicado

O avanço das finanças sustentáveis no agronegócio brasileiro ganha novo impulso com uma operação estruturada pelo Rabobank Brasil para o setor sucroenergético. A instituição financeira anunciou um financiamento bilateral de USD 20 milhões para a Bioenergética Aroeira S.A., companhia com atuação em Minas Gerais, com foco na aceleração da transição para uma agricultura de baixo carbono.

A operação, com prazo de cinco anos, foi estruturada no modelo Sustainability-Linked Loan (SLL), modalidade em que as condições financeiras do crédito estão vinculadas ao cumprimento de metas ambientais, sociais e de governança (ESG).

O financiamento estabelece indicadores-chave de desempenho (KPIs) considerados estratégicos para o setor sucroenergético. Entre as metas previstas estão o aumento da eficiência no uso de fertilizantes, a ampliação da utilização de biometano na frota da empresa, o crescimento da participação feminina no quadro de colaboradores e a expansão de programas sociais voltados às comunidades locais.

A iniciativa representa um marco relevante para o portfólio de finanças sustentáveis do Rabobank no Brasil e também a primeira operação estruturada com critérios ESG junto à Bioenergética Aroeira.

Leia mais:  Pressões ambientais internacionais reacendem debate sobre limites da autorregulação no agronegócio

Segundo Mario Ferreira, Head de Wholesale do Rabobank Brasil, a operação reforça o compromisso da instituição com a construção de cadeias produtivas mais resilientes e alinhadas às demandas globais de sustentabilidade.

“A operação reforça o compromisso do Rabobank de buscar contribuir para uma cadeia alimentar mais resiliente e para uma economia de baixo carbono. Pudemos contribuir com a nossa expertise em finanças sustentáveis e profundo conhecimento do setor sucroenergético, atuando na estruturação dos indicadores e no desenho de metas robustas e ambiciosas”, afirma.

Além de fortalecer a estratégia de sustentabilidade da Bioenergética Aroeira, o financiamento busca ampliar a capacidade da companhia de desenvolver novos projetos ligados à eficiência ambiental, geração de energia renovável e impacto socioeconômico positivo.

O alinhamento entre metas, indicadores e investimentos cria uma base estruturada para o acompanhamento da jornada sustentável da empresa ao longo dos próximos anos, permitindo maior previsibilidade e governança nas ações voltadas à descarbonização e à economia circular.

Especialistas do mercado avaliam que operações desse perfil tendem a ganhar espaço no agronegócio brasileiro, especialmente em cadeias com forte exposição internacional e elevada pressão por redução das emissões de carbono.

Leia mais:  UPL lança Thunder, novo herbicida para controle de capim pé-de-galinha e buva na safra 2025/26

No setor sucroenergético, a busca por soluções sustentáveis vem sendo impulsionada pela crescente demanda global por combustíveis renováveis, bioenergia e práticas agrícolas de menor impacto ambiental.

Com a operação, o Rabobank reforça sua posição como parceiro estratégico de empresas do agro na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis, eficientes e alinhados às exigências dos mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

Publicado

O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

Leia mais:  Pressões ambientais internacionais reacendem debate sobre limites da autorregulação no agronegócio

Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

Leia mais:  Exportações recordes de carne bovina fortalecem preços do boi no mercado interno, aponta Cepea


Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana