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Reabertas as inscrições para o Programa Boa Maré (MPA)

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reabriu, até 31 de dezembro, as inscrições para submissão de projetos ao Programa Boa Maré. A ação tem como objetivo fortalecer as organizações da pesca artesanal, visando a produção, o beneficiamento, a distribuição e a comercialização do pescado.

Os projetos devem ser orientados por temas como estruturação de associações, colônias e cooperativas, inclusive para a aquisição de equipamentos; Qualificação profissional da cadeia produtiva da pesca; Inovação e implantação de soluções inovadoras e Promoção de boas práticas na pesca artesanal.

O programa reúne um conjunto de diretrizes voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal no país. As ações incluem a estruturação das cadeias produtivas, qualificação de empreendimentos coletivos, ampliação do acesso a mercados institucionais e valorização das marcas locais. Também prevê capacitações em gestão, manejo e boas práticas produtivas, incentivo à inovação, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao aproveitamento de resíduos, além de promover a economia criativa e o patrimônio cultural das comunidades pesqueiras.

Critérios de seleção – Os interessados precisam apresentar plano de trabalho e ter cadastros atualizados no Transferegov.br. Podem participar a administração pública estadual, municipal ou do Distrito Federal e consórcio público. Para isso, os órgãos deverão estar habilitados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (TRASNFEREGOV).

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Serão priorizadas as propostas voltadas para mulheres pescadoras, jovens, comunidades quilombolas e povos indígenas; Estados e municípios com maior número de pescadores(as) artesanais; Alinhamento com o Programa Povos da Pesca Artesanal; Capacidade técnica e relevância para a atividade pesqueira da região e regularidade do proponente junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) , Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) e Cadastro Único de Convênios (CAUC).

Para mais informações, acesse o TRASNFEREGOV clicando aqui e indique o código do Programa: 5800020250004 ou entre em contato pelo e-mail: ou pelos telefones: (61) 3276-4798 e (61) 3276-4196.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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