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Receita Federal adia multas sobre IBS e CBS nas notas fiscais, mas agro deve acelerar adaptação à Reforma Tributária

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A decisão da Receita Federal de adiar a aplicação de multas relacionadas ao destaque do IBS e da CBS nas notas fiscais trouxe alívio temporário para empresas e produtores rurais em fase de adaptação à Reforma Tributária. Apesar da flexibilização, especialistas alertam que o agronegócio precisa iniciar imediatamente os ajustes operacionais e fiscais para evitar problemas futuros.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Fazenda, pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS após a publicação do regulamento operacional dos novos tributos. A partir de 1º de agosto de 2026, entram em vigor as novas obrigações acessórias relacionadas ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), mas sem aplicação imediata de penalidades.

Durante o período de transição, erros no preenchimento das notas fiscais gerarão notificações e orientações aos contribuintes, que terão até 60 dias para corrigir inconsistências antes da imposição de multas. As penalidades efetivas passam a valer somente em 1º de janeiro de 2027, quando a CBS começará a ser cobrada oficialmente.

Agro deve usar período de transição para adequação estratégica

Embora o governo tenha adotado uma postura educativa no primeiro momento, o setor produtivo é orientado a não interpretar o adiamento como espaço para postergar adaptações internas.

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Segundo especialistas da Lastro, o agronegócio está entre os segmentos que mais sentirão os impactos operacionais da Reforma Tributária, principalmente nas rotinas fiscais e na emissão de documentos eletrônicos.

A diretora administrativa da empresa, Viviane Morales, destaca que o produtor rural precisa aproveitar o período de transição para revisar processos, adequar sistemas e compreender o funcionamento da nova estrutura tributária.

De acordo com ela, a correta emissão das notas fiscais ganha importância ainda maior no novo modelo, especialmente diante das exigências envolvendo IBS e CBS. Além disso, os dados enviados pelas empresas durante a fase de testes servirão como base para definição de parâmetros operacionais e futuras alíquotas de referência.

Mais de 13 bilhões de documentos já foram processados

A Receita Federal informou que mais de 12,5 milhões de empresas já estão emitindo notas fiscais no ambiente de testes da Reforma Tributária. Até o momento, mais de 13,5 bilhões de documentos fiscais foram processados pelo sistema.

Para Gustavo Venâncio, diretor comercial e de marketing da Lastro, o cenário exige acompanhamento técnico contínuo e atualização constante das empresas do agro.

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Segundo ele, a Reforma Tributária altera não apenas os tributos, mas também layouts fiscais, parametrizações de sistemas e obrigações acessórias, exigindo maior atenção de produtores rurais, cooperativas e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.

Regulamentação ainda terá novas normas complementares

Outro ponto de atenção é que parte relevante das regras operacionais ainda depende de regulamentação adicional. O regulamento publicado pelo governo no fim de abril contém mais de 160 referências a futuras normas complementares que ainda serão divulgadas pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS.

Além disso, entidades representativas do setor produtivo poderão encaminhar sugestões de ajustes ao governo ao longo dos próximos meses, em busca de um modelo mais funcional antes da entrada definitiva das novas regras.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que o período sem multas deve ser encarado como uma janela estratégica de adaptação e não como um adiamento das obrigações fiscais impostas pela Reforma Tributária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Apreensão de lhamas acende alerta sanitário por ameaçar R$ 115 bilhões em exportações

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A apreensão de mais de 40 lhamas transportadas ilegalmente pela Polícia Federal no Acre, em uma região próxima à divisa com Rondônia, expôs a vulnerabilidade das fronteiras agrícolas e acendeu o sinal de alerta no setor produtivo nacional.

A carga, interceptada sem qualquer documentação fiscal, guia de trânsito ou laudo de quarentena exigido para animais exóticos, mobilizou as autoridades de defesa agropecuária diante do risco imediato de introdução de patógenos no rebanho brasileiro. O episódio é tratado com gravidade por colocar em xeque o rigor do sistema de segurança biológica do País em uma das regiões mais sensíveis para a exportação de carne.

Para dimensionar o tamanho do risco, o alerta atinge diretamente o coração de um setor que faturou mais de R$ 115 bilhões com exportações de carne em 2025 e que, apenas no primeiro trimestre de 2026, já registrou embarques recordes superiores a R$ 28,5 bilhões para o mercado internacional — um patrimônio bilionário que depende exclusivamente do passaporte sanitário do País.

De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), o episódio representa uma ameaça direta ao status do Estado como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Esse reconhecimento internacional, obtido após anos de investimentos conjuntos entre o poder público e os pecuaristas locais, funciona como um passaporte comercial que permite ao Acre exportar carne bovina, suína e derivados para quase 20 mercados globais.

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Técnicos do setor alertam que o trânsito clandestino de animais rompe o isolamento sanitário e, em caso de eventual contaminação, a perda da certificação internacional provocaria o fechamento imediato dessas fronteiras comerciais, gerando um prejuízo econômico de grandes proporções para a balança comercial da região.

A gravidade do caso se acentuou com a confirmação da morte de três lhamas logo após a abordagem policial na estrada. Enquanto os animais sobreviventes foram abrigados temporariamente em uma propriedade rural sob a tutela de uma organização não governamental de proteção animal, a Polícia Federal acionou apoio técnico especializado para diagnosticar a causa exata dos óbitos.

A investigação busca apurar se as mortes decorreram do estresse e da falta de adaptação climática durante o transporte ou se são o primeiro indício da manifestação de alguma doença infectocontagiosa com potencial de transmissão para o gado da região.

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No front investigativo, a inteligência da Polícia Federal trabalha no rastreamento da rota do contrabando, cujos indícios apontam que teria como destino final o município de Alvorada do Oeste, em Rondônia. O inquérito busca mapear a rede logística utilizada para burlar a fiscalização e identificar os agenciadores do frete, os proprietários do veículo e os potenciais compradores rondonienses que financiaram a operação ilegal.

O destino do lote remanescente agora depende de um parecer técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O órgão federal avalia a viabilidade jurídica e sanitária de devolver as lhamas sobreviventes ao país de origem ou se, em conformidade com os rígidos protocolos internacionais de contingência para evitar epidemias, as autoridades precisarão determinar o sacrifício sanitário obrigatório de todos os animais do lote.

Fonte: Pensar Agro

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