Cuiabá

Recém-inaugurado, novo Espaço de Acolhimento da Mulher registra dois atendimentos em 48 horas

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A segunda unidade do Espaço de Acolhimento da Mulher, recém-inaugurada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, registrou o número de dois atendimentos nas primeiras 48 horas de implantação. O funcionamento do segundo Espaço de Acolhimento foi realizado na terça-feira (30) pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

De acordo com a Secretaria Municipal da Mulher, as duas mulheres que foram acolhidas chegaram ao espaço em caráter emergencial (1) e de maneira encaminhada (1).

Nas primeiras 24 horas, foi registrado o acolhimento de J.M.F., de 45 anos, que chegou à UPA Verdão vítima de violência doméstica familiar. Assim que a vítima chegou à unidade, foi realizado o chamado primeiro atendimento no qual é feito o acolhimento psicossocial.

“A mulher passa pela equipe especializada, uma assistente social e uma psicóloga, onde são avaliadas as necessidades dela. Se precisa de uma orientação jurídica, encaminhamento social, encaminhamento à delegacia, além do atendimento médico especializado”, contou Clariane Rodrigues, coordenadora do Espaço de Acolhimento da Mulher.

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Já a vítima H.E.S.S., de 17 anos, foi designada pela Vara Especializada de Violência Doméstica do Fórum de Cuiabá para o acompanhamento psicológico e, em caso de necessidade clínica, psiquiátrica.

O acesso ao espaço acontece de três formas: Emergencial – quando a vítima chega violentada na unidade de saúde/espaço. Encaminhada – quando a vítima é designada via delegacia especializada ou pelo Poder Judiciário e, por último, de forma espontânea quando a vítima busca denunciar o agressor ou outro serviço de maneira voluntária.

Lei Nacional

O espaço da UPA Verdão segue a diretriz da Lei Nacional 221/23, sancionada pelo presidente Lula, que garante no Sistema Único de Saúde, salas especializadas e exclusivas para o atendimento de vítimas de violência de gênero e familiar.

A lei foi baseada na iniciativa criada em Cuiabá, em 2020, pela primeira-dama Márcia Pinheiro, que criou o primeiro espaço voltado para a Mulher no Brasil dentro de uma unidade pública de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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