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Recuperação judicial no agronegócio cresce 32% no 2º trimestre de 2025

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Segundo boletim do Serasa Experian, empresa de análise de crédito e informações financeiras, divulgado nesta segunda-feira (29.09) o setor agropecuário brasileiro registrou 565 pedidos de Recuperação Judicial (RJ) no segundo trimestre de 2025, alta de 31,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 429 pedidos. Os números abrangem produtores rurais, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, e empresas ligadas ao agronegócio.

Pela primeira vez, os produtores que atuam como Pessoa Jurídica lideraram as solicitações, com 243 pedidos, superando os produtores Pessoa Física, que somaram 220. Entre os produtores PJ, a soja respondeu por 192 solicitações, seguida da criação de bovinos, com 26 pedidos. Entre os produtores PF, os pedidos se dividiram entre grandes propriedades (55), médias (43), pequenas (39) e arrendatários ou grupos familiares sem propriedade (83).

As empresas do agronegócio também registraram aumento nas solicitações, passando de 94 para 102 pedidos. Os segmentos mais afetados foram processamento de agroderivados (óleo, farelo de soja, açúcar, etanol e laticínios) com 32 pedidos; agroindústria de transformação primária, com 22; e comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 18 solicitações. Estados como Goiás e Mato Grosso concentram o maior número de casos.

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Especialistas destacam que o uso de ferramentas de análise de crédito, como o Agro Score, permite identificar com antecedência produtores com maior propensão à inadimplência. Essa tecnologia ajuda credores a tomar decisões mais seguras, reduzindo riscos financeiros e fortalecendo a saúde econômica do setor agropecuário.

Fonte: Pensar Agro

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Pesca industrial em debate no Pará

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor. 

Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo. 

O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse. 

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Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro. 

Crédito para pescadores e aquicultores 

Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento. 

O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense. 

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Apoio às populações das águas 

A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas. 

“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas. 

A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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