O Programa Rede Cidadã, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), formou 48 alunos em informática nas unidades de Cuiabá e Várzea Grande nesta quinta-feira (05.09).
Nesta sexta-feira 06.09), foram abertas as inscrições para composição de novas turmas nesse mesmo curso, nos dois municípios.
Os 48 capacitados frequentaram as aulas divididos em três turmas e estudaram dois módulos – básico e avançado. O curso possui carga horária de 100 horas e duração de três meses.
De acordo com a coordenadora do programa, Wilma Wellen Camilo Fernandes, essa capacitação, ofertada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), tem o objetivo de formar conhecimentos que podem ser utilizados tanto na área acadêmica quanto no mercado de trabalho.
Wilma explicou que o aluno não precisa ter vínculo com o programa Rede Cidadã, mas, se estiver em idade escolar, deve obrigatoriamente estar matriculado e frequentar regularmente o ano letivo. Também é preciso ter documentos pessoais e outros que o programa considerar necessárias.
A nova turma que terá início este mês frequentará as aulas no núcleo de Várzea Grande. Em Cuiabá, somente terão aulas a partir de novembro. Para realizar a inscrição, Rede Cidadã dá preferência para os jovens que participam das ações do programa, e depois dá oportunidade para a comunidade externa.
O aluno Guilherme Araújo Pereira, de 16 anos, que concluiu o curso de informática, contou como o aprendizado adquirido pode ajudar em seu dia a dia. “Acabei de pegar meu certificado de informática básica, e o que eu aprendi, com certeza, na hora que eu fizer um slide, apresentar um trabalho na escola, vai me ajudar bastante. Eu também fui bem recebido, o professor foi muito paciente, ensinou bem, agradeço a oportunidade”, avaliou ele.
Cleide Domingas de Almeida, de 44 anos, é mãe de uma criança atendida pelo Rede Cidadã. Ela também acaba de concluir o curso. “Eu agradeço muito a Rede Cidadã pela oportunidade. Aprendi muitas coisas novas. Essa foi uma oportunidade de agregar novos conhecimentos. Aproveitei uma oportunidade que surgiu para mim e outras pessoas”, completou ela.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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