Mato Grosso

Reforma da Escola Dom Wunibaldo Talleur reforça parceria entre Estado e Prefeitura e amplia oferta de vagas em Rondonópolis

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), entregou na manhã desta quarta-feira (8.10), a reforma geral da Escola Municipal de Educação Básica Dom Wunibaldo Talleur, que recebeu investimento de R$ 4,8 milhões, fruto de convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura do Rondonópolis.

A unidade, totalmente revitalizada, agora conta com 13 salas de aula e capacidade para atender 780 estudantes, sendo cerca de 390 por turno, em um ambiente mais moderno, seguro e adequado ao processo de ensino-aprendizagem.

Durante a cerimônia de entrega, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou o conjunto de investimentos realizados pela Seduc em Rondonópolis. Segundo ele, mais de R$ 52,3 milhões estão sendo aplicados em obras de reforma, ampliação e construção de quadras poliesportivas em diversas unidades escolares.

Entre as instituições beneficiadas estão as escolas Domingos Aparecido dos Santos, Elizabeth de Freitas Magalhães, Antônio Guimarães Balbino, Odorico Leocácido da Rosa, Sebastiana Rodrigues de Souza e Renilda Silva Moraes.

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Além dessas, a Seduc também constrói duas novas unidades, a Escola Estadual Carlos Pereira Barbosa e outra no Residencial Mathias Neves, que juntas somam mais de R$ 20 milhões em investimentos.

“Rondonópolis tem recebido atenção especial do Governo de Mato Grosso, com investimentos que garantem infraestrutura moderna e ensino de qualidade. Nosso objetivo é que cada escola seja um espaço acolhedor e transformador para estudantes e profissionais da educação”, afirmou o secretário Alan Porto.

Desde 2019, a Seduc já entregou R$ 22,7 milhões em obras na cidade, entre elas a Escola Estadual Militar Tiradentes Major PM Ernestino Veríssimo da Silva, no bairro Jardim Maria Tereza, e a própria Dom Wunibaldo Talleur.

O prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira, ressaltou a importância do Regime de Colaboração entre Estado e Município para o avanço da educação local.

“Essa parceria tem garantido resultados concretos. Em breve, entregaremos à rede estadual estudantes alfabetizados na idade certa, fruto de um trabalho conjunto que faz da nossa educação um modelo para Mato Grosso”, destacou.

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O secretário municipal de Educação, Carlos Junior, também reforçou que o regime de colaboração tem possibilitado a execução de programas estruturantes, como o Alfabetiza MT e o Mais MT Muxirum.

“O Alfabetiza assegura que nossas crianças aprendam a ler e escrever na idade adequada, enquanto o Muxirum promove inclusão e resgate da cidadania para jovens e adultos que não concluíram os estudos”, explicou.

Carlos Junior ainda anunciou que o município iniciou, neste ano, a adesão ao Programa Mais Inglês, com cinco escolas participantes.

“A meta é expandir a iniciativa para toda a rede a partir de 2026, garantindo que nossas crianças também tenham acesso ao aprendizado da língua inglesa desde cedo”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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