Agro News

Reforma Tributária: especialistas alertam que próximos 7 anos serão decisivos para o agronegócio brasileiro

Publicado

O 24º Simpósio Regional AASP, realizado em Campinas, abriu espaço para debates sobre a Reforma Tributária recentemente aprovada, focando nos efeitos diretos para o agronegócio, setor estratégico da economia nacional.

Durante o painel, especialistas discutiram mudanças significativas no sistema fiscal, como a criação do IVA dual e as novas regras de creditamento, analisando suas consequências para a competitividade, planejamento tributário e gestão financeira de empresas rurais.

Impactos práticos da reforma exigem atenção de produtores e cooperativas

O debate enfatizou a necessidade de compreensão prática das novas normas. Produtores, cooperativas e indústrias do setor precisam de segurança jurídica e eficiência fiscal para garantir um desenvolvimento sustentável.

A mediação ficou a cargo de Mário Oliveira da Costa, ex-presidente da AASP, e contou com a participação de especialistas em Direito Tributário.

Talita Pimenta Félix, presidente do Comitê Especial da Reforma Tributária da ABAT, destacou:

“Esta é a década mais importante das regras tributárias, com reformas simultâneas no consumo, renda, patrimônio e folha de salários. Os próximos 7 anos serão cruciais para a economia brasileira, com as mudanças colocadas em prática e os impactos que isso irá acarretar.”

Segundo Talita, a expectativa é que a reforma traga mais simplicidade ao sistema. Ela alerta, porém, que o desafio está no controle das subvenções tributárias, que muitas vezes favorecem quem tem maior proximidade com os governadores.

Leia mais:  PIB da cadeia da soja e do biodiesel tem nova revisão positiva e cresce mais de 11% em 2025, aponta Cepea/Abiove
Mudanças estruturais no agronegócio preocupam especialistas

O advogado Matheus Bueno de Oliveira, conselheiro substituto da AASP, trouxe uma perspectiva específica para o agronegócio. Ele destacou que a reforma extinguirá regimes históricos e isenções de insumos essenciais, criando um novo regime diferenciado para o setor.

“Insumos que antes eram desonerados passarão a ser tributados pelo novo IVA. O impacto no fluxo de caixa dos produtores pode ser significativo, pois dependerão da eficiência do sistema para recuperar créditos, aumentando os custos de produção no curto e médio prazo”, explicou Matheus.

Principais mudanças do novo sistema tributário

Entre os pontos centrais da reforma estão:

  • Modelo dual de IVA: o Brasil adotará duas frentes de tributação, uma federal (CBS) e outra compartilhada entre estados e municípios (IBS), em vez de um único imposto sobre valor agregado. A complexidade do modelo é uma das críticas apontadas.
  • Tributação no destino: a cobrança do imposto passará a ocorrer no local de consumo, e não mais na origem da produção, visando eliminar a guerra fiscal entre estados e municípios.
Leia mais:  Agrotools e Syngenta lançam parceria para recuperar 1 milhão de hectares de pastagens até 2030

Apesar do objetivo de simplificar o sistema e equilibrar setores, especialistas alertam que a aplicação prática ainda gera dúvidas, principalmente no campo.

Expectativas e desafios para a implementação

O consenso entre os participantes é que regulamentação detalhada e diálogo contínuo entre governo e setor produtivo serão essenciais para mitigar riscos e garantir uma transição eficiente para o novo modelo tributário.

O período de adaptação nos próximos sete anos será decisivo para a competitividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

publicidade

Agro News

Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas

Publicado

Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.

Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.

A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.

Leia mais:  Synerjet forma primeira turma de operadores da aeronave agrícola autônoma Pelican 2

Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura

Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.

O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.

A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.

Leia mais:  Conversão de pastagens deve receber incentivo de mais R$ 8 bilhões

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue lendo

Mais Lidas da Semana