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Reforma tributária promete transformar cenário das importações no Brasil

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A reforma tributária em tramitação deve provocar mudanças significativas nas importações realizadas por empresas brasileiras. O sistema atual, caracterizado por fragmentação e benefícios regionais distintos, será substituído por um modelo uniforme baseado no destino, exigindo que importadoras revisem suas estratégias logísticas e fiscais.

Extinção de benefícios estaduais altera competitividade

A previsão de extinção gradual de benefícios estaduais até 2032, aliada à definição do local de incidência de tributos como CBS e IBS, terá impacto direto no fluxo de caixa e nas margens operacionais. Durante o período de transição, as empresas enfrentarão desafios na migração do regime tributário atual para o novo modelo.

“A carga tributária na importação é elevada. Tributos como PIS, COFINS, ICMS e IPI incidem sobre bases de cálculo distintas e, somados à burocracia vigente, dificultam a previsibilidade financeira. Por isso, alguns Estados concedem incentivos fiscais para atrair investimentos e desonerar empresas, como o TTD 410 em Santa Catarina, Invest no Espírito Santo e o TTS Corredor de Importação em Minas Gerais”, explica especialista em tributação.

Impactos para trading companies e cadeias de suprimento

As trading companies, responsáveis por intermediar operações de encomenda, também precisarão se adaptar, já que o novo modelo tende a favorecer compras diretas entre fornecedor estrangeiro e importador final.

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A reconfiguração das cadeias de suprimento exigirá planejamento tributário integrado e redesenho das rotas logísticas para manter a competitividade. A principal preocupação das importadoras será equilibrar eficiência operacional diante do aumento da carga tributária e da eliminação dos incentivos estaduais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar sobe nas bolsas internacionais e mercado físico brasileiro inicia junho em recuperação

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O mercado global de açúcar iniciou o mês de junho em alta, recuperando parte das perdas registradas nas últimas semanas. As cotações avançaram nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, impulsionadas pelas preocupações com a oferta mundial da commodity e pelas incertezas climáticas em importantes países produtores.

No Brasil, o mercado físico também apresentou reação positiva, com valorização do açúcar cristal no estado de São Paulo, enquanto o etanol hidratado registrou leve ajuste negativo.

Contratos do açúcar avançam em Nova York

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto encerraram a primeira sessão de junho com ganhos consistentes.

O contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a 14,45 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,39 centavo. O vencimento outubro de 2026 subiu para 14,94 centavos por libra-peso, enquanto o contrato março de 2027 encerrou o pregão a 15,82 centavos, registrando valorização de 0,42 centavo.

Os demais vencimentos também acompanharam o movimento positivo, refletindo um mercado mais atento aos riscos relacionados à oferta global.

Açúcar branco registra forte alta em Londres

Na ICE Europe, os contratos do açúcar branco também apresentaram recuperação expressiva.

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O vencimento agosto de 2026 avançou US$ 11,80 e fechou a US$ 450,00 por tonelada. Já o contrato outubro de 2026 registrou alta de US$ 10,20, encerrando o dia a US$ 444,50 por tonelada.

O contrato dezembro de 2026 subiu US$ 9,00, fechando a US$ 443,40 por tonelada. As demais posições negociadas na bolsa londrina também encerraram o pregão em território positivo.

Mercado físico brasileiro reage após perdas em maio

No mercado doméstico, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo apresentou valorização relevante.

De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 94,27, alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior.

O desempenho marca o início de um movimento de recuperação para o setor, revertendo parte das perdas acumuladas durante o mês de maio e trazendo maior otimismo para os agentes do mercado físico.

Etanol hidratado recua em Paulínia

Enquanto o açúcar apresentou recuperação, o mercado de etanol iniciou junho em leve baixa.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.335,00 por metro cúbico, registrando recuo de 0,70% na comparação diária.

Como se trata do primeiro pregão do mês, essa também representa a variação acumulada de junho até o momento.

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Clima segue como principal fator de sustentação dos preços

As atenções dos investidores permanecem voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras de açúcar do mundo.

A redução das previsões de chuvas em áreas agrícolas da Índia e as discussões sobre uma possível formação do fenômeno El Niño continuam gerando preocupações quanto ao potencial produtivo da próxima safra global.

Mesmo com o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, as incertezas climáticas seguem oferecendo suporte às cotações internacionais e limitando movimentos mais intensos de queda.

Perspectivas para o mercado

O comportamento do clima nas próximas semanas deverá continuar sendo um dos principais direcionadores dos preços do açúcar. Caso persistam os riscos para a produção em países asiáticos, o mercado poderá manter o viés de sustentação observado no início de junho.

Ao mesmo tempo, o avanço da safra brasileira e o ritmo das exportações seguirão no radar dos investidores, influenciando o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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