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Reforma Tributária transforma a cobrança de impostos no agronegócio e amplia regras para crédito rural

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Nova estrutura tributária simplifica o sistema do agronegócio

A Reforma Tributária representa uma das mudanças mais profundas já feitas no modelo de arrecadação brasileiro e terá impacto direto sobre o agronegócio. O novo sistema substitui o atual modelo, considerado complexo e desigual, por regras unificadas e mais transparentes.

Segundo a advogada Patrícia Arantes de Paiva Medeiros, o objetivo é criar um ambiente mais previsível para produtores e empresas rurais, reduzindo custos e incertezas fiscais.

De cinco tributos para dois: o novo modelo de cobrança

Hoje, o produtor rural precisa lidar com cinco tributos sobre o consumo — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS —, todos com regras distintas, o que gera dificuldades de gestão, guerra fiscal entre estados e créditos acumulados de difícil recuperação.

Com a reforma, esses impostos serão substituídos por dois tributos principais:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — de competência federal;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — de competência estadual e municipal.

Ambos terão regras unificadas, cobrança no destino do consumo e fim da cumulatividade, ou seja, o imposto pago em uma etapa poderá ser abatido na seguinte.

O Imposto Seletivo permanecerá apenas sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarros após a industrialização.

Transição será gradual até 2033

A implementação do novo sistema ocorrerá por etapas:

  • 2026: fase de testes, com alíquotas reduzidas (0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS), mantendo os tributos antigos em vigor;
  • 2027: extinção do PIS e da Cofins e início da CBS plena;
  • 2029 a 2032: redução progressiva do ICMS e do ISS, com aumento do peso do IBS;
  • 2033: consolidação do IVA Dual, com extinção completa dos tributos sobre o consumo anteriores.
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Crédito fiscal ampliado para o produtor rural

Um dos avanços mais relevantes da reforma é a ampliação do direito ao crédito tributário.

No sistema atual, o produtor só pode abater impostos sobre itens que integram o produto final, como sementes, fertilizantes e embalagens.

Com o novo modelo, passam a gerar crédito despesas operacionais como:

  • energia elétrica;
  • serviços e consultorias;
  • frete;
  • softwares de gestão;
  • óleo e combustível.

Máquinas e equipamentos, que antes geravam crédito de forma lenta, agora permitirão crédito imediato.

A folha de pagamento continua fora da base de crédito, exceto em casos de terceirização com nota fiscal.

Produtores menores terão opção de não contribuir

O novo enquadramento permitirá que produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões optem por não serem contribuintes do IBS e da CBS.

Nesse caso, não precisarão recolher os tributos, mas também não gerarão créditos para os compradores — o que pode afetar a competitividade comercial, já que empresas tendem a preferir fornecedores que possibilitem o abatimento fiscal.

Sucessão rural e obrigações digitais

A reforma também aumenta a tributação sobre heranças rurais, tornando o ITCMD progressivo, com alíquotas que crescem conforme o valor do patrimônio transmitido.

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Além disso, a partir de 2026, será obrigatória a emissão da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) em todo o país, substituindo as notas em papel para vendas de grãos, insumos e gado.

Split payment muda fluxo de caixa no campo

O novo sistema também traz o split payment, mecanismo que recolhe o imposto automaticamente no momento do pagamento da venda, direto da conta do comprador ou do produtor.

Essa mudança elimina o chamado capital de giro fiscal, usado quando o produtor pagava os tributos apenas no mês seguinte à operação.

Produtores devem se preparar para o novo modelo

Com o início da transição tributária, especialistas recomendam que produtores e empresas rurais façam um diagnóstico fiscal completo, simulem os impactos do IVA Dual e revisem seus contratos.

Também é essencial investir em gestão digital, modernizar processos contábeis e planejar a sucessão patrimonial com apoio jurídico e tributário especializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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3º Prêmio Nacional de Fotografia: acompanhe o cronograma da premiação

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A votação do 3º Prêmio Nacional de Fotografia – Olhares da Aquicultura e termina no dia 30/08. Organizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), para participar os aquicultores (de águas da União) enviaram as fotos no Relatório Anual de Produção (RAP) pelo Sistema Nacional de Autorização de Uso de Águas da União para Fins de Aquicultura (SINAU) 

Cronograma: 

  • Inscrições: até 12 de janeiro de 2026. 
  • Comissão de Avaliação: em até 60 dias úteis após a publicação do edital. 
  • Seleção das fotografias – 1ª etapa: até 12 de junho de 2026. 
  • Divulgação das fotografias selecionadas: até 26 de junho de 2026. 
  • Prazo de recursos: até 3 dias úteis após a divulgação do resultado da seleção. 
  • Votação popular: a 30 de agosto. 
  • Resultado: previsto para até 1º de setembro de 2026. 
  • Cerimônia de premiação: data a ser divulgada. 

Agora é sua vez de participar!  

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As fotografias selecionadas já estão disponíveis para votação. Escolha a imagem que melhor representa a aquicultura brasileira e ajude a definir os vencedores.  

Vote aqui!

Matheus Silveira  

Ministério da Pesca e Aquicultura  

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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